Incêndios florestais no Chile deixaram pelo menos 19 mortos, informaram autoridades nesta segunda-feira (19). O governo realiza evacuações em massa e combate quase duas dezenas de focos agravados pelo calor intenso e pelos ventos fortes. No domingo (18), o presidente do Chile, Gabriel Boric, decretou estado de catástrofe em duas regiões do país em decorrência dos incêndios.
Embora as condições meteorológicas durante a noite tenham ajudado a controlar alguns incêndios, os maiores ainda permaneciam ativos, com previsão de cenário adverso ao longo do dia, disse o ministro da Segurança, Luis Cordero, em entrevista coletiva nesta segunda-feira. “A previsão que temos hoje é de altas temperaturas”, afirmou Cordero, acrescentando que a principal preocupação é o surgimento de novos incêndios em toda a região.
Partes do centro e do sul do país estão sob alertas de calor extremo, com previsão de temperaturas de até 37 graus Celsius. No fim do domingo, a CONAF, agência florestal do Chile, informou que bombeiros combatiam 23 incêndios em todo o país. Os maiores estão nas regiões de Ñuble e Bío Bío, onde o presidente Gabriel Boric decretou estado de calamidade pública.
Mais de 20.000 hectares já foram devastados, área comparável ao tamanho da cidade de Seattle. O maior incêndio ultrapassa 14.000 hectares nos arredores da cidade costeira de Concepción. O fogo de rápida propagação atingiu as cidades de Penco e Lirquén durante o fim de semana, destruiu centenas de casas e causou mortes. As autoridades seguem avaliando os danos.
As equipes também combatem um incêndio que ameaça a prisão de Manzano, nos arredores de Concepción, e a cidade de Tomé, ao norte.
Chile e Argentina iniciaram o ano sob ondas de calor que se estenderam por janeiro. No início do mês, incêndios florestais na Patagônia argentina queimaram cerca de 15.000 hectares.
Com informações da Reuters*
Por Haliandro Furtado — Redação da Jovem Pan News Manaus*






