Lenda do basquete brasileiro, Oscar Schmidt morre aos 68 anos

“Mão Santa” deixa legado histórico no esporte mundial

O basquete mundial perdeu um de seus maiores nomes nesta sexta-feira (17). Oscar Schmidt morreu aos 68 anos, poucos minutos após receber atendimento médico em São Paulo, depois de passar mal.

O ex-jogador chegou a ser encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), onde foi atendido, mas não resistiu. A morte encerra a trajetória de um dos atletas mais emblemáticos da história da modalidade.

Conhecido como “Mão Santa”, Oscar construiu uma carreira marcada por números expressivos e longevidade. Ao longo de 25 temporadas como profissional, tornou-se o maior pontuador da história do basquete, com 49.703 pontos.

Nos Jogos Olímpicos, também deixou sua marca de forma definitiva. Participante de cinco edições consecutivas, acumulou 1.093 pontos e se mantém como o maior cestinha da história da competição. Entre suas atuações mais lembradas está a partida contra a Espanha, nos Jogos de Seul 1988, quando anotou 55 pontos — recorde em um único jogo olímpico.

Pela seleção brasileira, protagonizou momentos históricos. O mais emblemático ocorreu nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, quando liderou o Brasil na vitória por 120 a 115 sobre os Estados Unidos, resultado que representou a primeira derrota dos norte-americanos em casa na competição.

Oscar também conquistou a medalha de bronze no Mundial de 1978, nas Filipinas, e encerrou sua trajetória com 7.693 pontos em 326 partidas oficiais pela seleção, entre 1977 e 1996.

Nascido em Natal, o ex-atleta deixa um legado que ultrapassa gerações e fronteiras, consolidando seu nome como um dos maiores ídolos da história do esporte brasileiro e mundial.

 

 

Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus

Foto: Foto de Doug Pensinger/Getty Images