A campanha de Luisa Stefani em Wimbledon entrou para a história do tênis brasileiro. Ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, a paulista foi vice-campeã da chave de duplas femininas neste domingo (12), resultado que garante um marco inédito para o país e impulsiona a brasileira ao quarto lugar do ranking mundial.
Na decisão, Stefani e Dabrowski foram derrotadas pela francesa Kristina Mladenovic e pela chinesa Hanyu Guo por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 7/5, encerrando uma trajetória de destaque no mais tradicional torneio do circuito mundial.
Campanha histórica
Mesmo sem o título, Luisa Stefani alcançou um feito inédito para o tênis nacional. Esta foi sua primeira final de duplas femininas em um torneio de Grand Slam, tornando-se também a primeira brasileira da Era Aberta, iniciada em 1968, a disputar uma decisão da modalidade em Wimbledon.
O desempenho também recoloca uma brasileira em uma final do torneio londrino após quase seis décadas. A última havia sido Maria Esther Bueno, em 1967.
Ranking em alta
A excelente campanha em Londres também terá reflexo imediato na classificação mundial.
Na atualização do ranking da WTA, prevista para esta segunda-feira, Luisa Stefani ocupará a quarta posição entre as melhores duplistas do planeta, a melhor colocação de sua carreira.
Já na corrida da temporada, Stefani e Gabriela Dabrowski passarão a ser a segunda melhor dupla do ano, ficando atrás apenas da norte-americana Taylor Townsend e da tcheca Katerina Siniakova.
Temporada de resultados expressivos
O vice-campeonato em Wimbledon reforça a consistência da parceria entre a brasileira e a canadense ao longo de 2025.
Até o momento, a dupla conquistou três títulos na temporada:
- WTA 1000 de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos;
- WTA 500 de Estrasburgo, na França;
- WTA 250 de Eastbourne, na Inglaterra.
Além dos títulos, Stefani e Dabrowski também alcançaram as semifinais do Australian Open, de Roland Garros, do Miami Open e do torneio de Doha, consolidando uma das campanhas mais consistentes do circuito feminino.
Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus
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