Mais de 400 toneladas de resíduos são retiradas da orla e igarapés de Manaus

Material acumulado durante 54 dias foi levado ao aterro sanitário na oitava operação de transbordo do ano; estiagem facilitou acesso a áreas antes cobertas pela água.

Mais de 400 toneladas de resíduos retirados da orla de Manaus, de igarapés e de comunidades rurais e indígenas foram encaminhadas ao aterro sanitário neste domingo (27). O transporte ocorreu durante a oitava operação de transbordo realizada neste ano pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp).

O material foi recolhido entre 2 de agosto e 26 de setembro, período de 54 dias. O volume ficou acima da média mensal das operações de transbordo, estimada em aproximadamente 300 toneladas.

Segundo a Semulsp, o resultado está relacionado ao intervalo maior entre as operações e à ampliação das frentes de limpeza durante a estiagem. A descida do nível das águas permitiu que equipes e máquinas chegassem a locais da orla onde o acesso é limitado em outros períodos do ano.

Estiagem expõe resíduos nas margens

O coordenador da Limpeza da Orla de Manaus, Marlon Chagas de Lima, explicou que a redução do nível dos rios deixa exposto o material descartado nas margens.

“Neste período de seca, nosso foco principal é a limpeza, pois é o momento em que conseguimos evidenciar o acúmulo causado pelo descarte irregular. Muitos resíduos que parecem inofensivos tornam-se visíveis nas margens à medida que o nível do rio baixa”, afirmou.

Mais de 500 trabalhadores participaram das ações de limpeza ao longo da orla. O material encaminhado ao aterro sanitário foi retirado também de leitos de igarapés onde ainda não existem ecobarreiras e dos coletores flutuantes instalados em comunidades rurais e indígenas.

Nos locais onde as condições permitiram a entrada de equipamentos, foram realizadas raspagem e retirada dos resíduos.

“Aproveitamos os locais onde o acesso de máquinas é viável para realizar a raspagem e a coleta. Contamos com mais de 500 profissionais atuando ao longo da orla de Manaus, direcionando todo esse material para balsas, que posteriormente fazem o transporte para o destino correto, que é o aterro sanitário”, disse Marlon.

Operação utilizou três balsas e cerca de 20 caçambas

A estrutura mobilizada para a limpeza contou com aproximadamente 20 caçambas, duas máquinas de grande porte e três balsas, além das unidades fixas utilizadas pela Semulsp.

Uma das embarcações, de menor porte, foi utilizada para recolher resíduos dos coletores flutuantes instalados em comunidades atendidas por via fluvial. Depois da coleta, o material foi concentrado nas balsas para seguir ao aterro sanitário.

No sábado (26), equipes da secretaria também participaram de uma ação de limpeza na região da Marina do Davi, em parceria com o grupo Remada Ambiental, que realiza atividades de conscientização e preservação ambiental.

Descarte irregular contribui para acúmulo de lixo

Além da retirada dos resíduos durante a estiagem, a Semulsp orienta moradores a respeitarem os horários da coleta e evitarem o descarte irregular. Parte do lixo deixado nas ruas pode chegar aos igarapés e ao Rio Negro durante as chuvas.

“Faço um apelo aos moradores para que se conscientizem sobre a importância de descartar o lixo nos horários corretos de coleta. Isso evita que os resíduos sejam espalhados e, principalmente, que sejam levados pelas chuvas para dentro do Rio Negro”, afirmou Marlon.

A oitava operação de transbordo do ano faz parte das ações de limpeza dos cursos d’água de Manaus. Durante a estiagem, os trabalhos são ampliados para pontos que permanecem cobertos pelas águas em períodos de níveis mais elevados dos rios.

 

Com informaçoes da Prefeitura de Manaus

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus