A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) está na fase final dos estudos para adquirir uma área destinada à implantação do Distrito Industrial IV, em Manaus. A proposta busca atender à demanda por terrenos industriais diante da perspectiva de instalação de mais de 200 empresas no Polo Industrial de Manaus (PIM), após a aprovação da reforma tributária.
O superintendente da autarquia, Leopoldo Montenegro, informou que as negociações envolvem o governo federal, a Prefeitura de Manaus e o governo estadual. A declaração foi feita durante reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam).
Apesar do avanço dos estudos, a localização do novo distrito ainda não foi definida, e não há prazo anunciado para a aquisição do terreno.
Falta de terrenos limita expansão do Polo Industrial de Manaus
A proposta de criação do Distrito Industrial IV surgiu diante da ocupação das áreas disponíveis nos Distritos Industriais I e II, que, segundo a Suframa, já apresentam limitações para receber novas fábricas.
A autarquia avalia alternativas para ampliar a disponibilidade de terrenos destinados à atividade industrial e atender aos projetos de investimento relacionados à Zona Franca de Manaus.
Segundo Leopoldo Montenegro, os estudos deverão identificar áreas com condições de receber as empresas. Após essa etapa, a Procuradoria Federal avaliará a viabilidade jurídica da aquisição.
O superintendente também afirmou que a discussão deverá contar com a participação do governador eleito Omar Aziz (PSD), a partir de 2027.
Polo Industrial possui 581 empresas em operação
Dados da Suframa apontam que o Polo Industrial de Manaus possui atualmente 722 empresas com cadastros e projetos aprovados.
Desse total, 581 estão em operação e transmitem regularmente seus indicadores de produção à autarquia.
Desde 2023, o Conselho de Administração da Suframa (CAS) aprovou 277 projetos industriais, incluindo empreendimentos em processo de implantação.
A expectativa de chegada de novas empresas está relacionada à manutenção dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus após a reforma tributária.
Distrito Agropecuário é uma das alternativas estudadas
Uma das possibilidades avaliadas para ampliar a oferta de terrenos industriais envolve áreas do Distrito Agropecuário da Suframa.
O território possui aproximadamente 600 mil hectares distribuídos entre Manaus, Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva.
Em junho, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Gustavo Igrejas, informou que parte dessas terras, especialmente entre as rodovias AM-010 e BR-174, poderia ser utilizada para instalação de indústrias.
A proposta considera áreas atualmente sem utilização e busca enfrentar a falta de terrenos e galpões disponíveis para novos empreendimentos.
A utilização dessas terras, no entanto, depende de avaliações técnicas, ambientais e legais.
Revisão do Plano Diretor de Manaus deve ficar para 2027
A ampliação das áreas industriais também depende de alterações no planejamento urbano da capital.
O Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) informou que os estudos para revisão do Plano Diretor de Manaus continuam em andamento.
Entre as propostas analisadas está a expansão da área urbana em direção às rodovias AM-010, que liga Manaus a Itacoatiara, e BR-174, que conecta a capital a Presidente Figueiredo.
As análises incluem disponibilidade de terrenos, ordenamento territorial, desenvolvimento econômico e impactos ambientais relacionados à expansão industrial.
Inicialmente, a previsão era encaminhar a proposta de revisão à Câmara Municipal de Manaus (CMM) até o final de 2026. O cronograma foi alterado, e o Implurb passou a prever a conclusão dos estudos no primeiro semestre de 2027.
Ainda não há data definida para o envio do projeto ao Legislativo municipal.
A definição do terreno para o Distrito Industrial IV dependerá da conclusão dos estudos da Suframa e das avaliações jurídicas necessárias para a aquisição da área.






