Morre Bonnie Tyler, cantora de “Total Eclipse of the Heart”, aos 75 anos

Artista galesa morreu em Portugal após complicações de uma cirurgia de emergência; carreira foi marcada por sucessos internacionais e mais de cinco décadas de música

A cantora Bonnie Tyler morreu nesta quarta-feira (8), aos 75 anos, em Faro, no sul de Portugal. A artista estava internada desde 30 de abril após passar por uma cirurgia de emergência para tratar uma perfuração no intestino.

Nos últimos dias, o estado de saúde da cantora se agravou. Ela chegou a ser submetida a coma induzido e depois foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Bonnie Tyler ficou conhecida mundialmente pela interpretação de “Total Eclipse of the Heart”, lançada em 1983 e considerada um dos maiores sucessos da música pop da década de 1980.

Infância e início da carreira

Nascida em 8 de junho de 1952, em Skewen, no País de Gales, Bonnie Tyler recebeu o nome de nascimento Gaynor Hopkins. Filha de Glyndŵr Hopkins, ex-mineiro de carvão e veterano da Segunda Guerra Mundial, e Elsie Hopkins, dona de casa, cresceu em uma família protestante.

Ainda criança, começou a cantar em uma capela, interpretando o hino anglicano “All Things Bright and Beautiful”. A família também apresentou a ela artistas como Elvis Presley, Frank Sinatra e os Beatles.

Aos 16 anos, deixou a escola e começou a trabalhar em um mercado. Em 1969, participou de um concurso de talentos local e ficou em segundo lugar, experiência que incentivou o início da carreira musical.

Ela atuou como backing vocal para Bobby Wayne & the Dixies e depois formou a própria banda, Imagination. Nesse período, adotou o nome Sherene Davis antes de assumir definitivamente o nome artístico Bonnie Tyler.

Primeiros sucessos e reconhecimento internacional

Em 1975, o produtor Roger Bell descobriu Tyler durante uma apresentação em Swansea e a convidou para gravar uma demonstração em Londres. Pouco depois, ela assinou contrato com a RCA Records.

O primeiro single como Bonnie Tyler, “My! My! Honeycomb”, foi lançado em 1976. No mesmo ano, a música “Lost in France” alcançou o 9º lugar nas paradas do Reino Unido e levou a cantora ao programa musical “Top of the Pops”.

Após passar por uma cirurgia nas cordas vocais em 1977, Tyler desenvolveu o tom rouco que se tornou uma das principais características de sua voz.

Ainda em 1977, lançou “It’s a Heartache”, música que chegou ao 4º lugar no Reino Unido e ao 3º lugar na parada Billboard Hot 100, nos Estados Unidos.

“Total Eclipse of the Heart” marcou a carreira

Em 1982, após encerrar o contrato com a RCA, Bonnie Tyler assinou com a CBS Columbia e começou a trabalhar com o produtor Jim Steinman.

Foi Steinman quem escreveu e produziu “Total Eclipse of the Heart”, lançada em 11 de fevereiro de 1983. A música vendeu mais de seis milhões de cópias e se tornou um dos maiores sucessos da carreira da cantora.

O álbum “Faster Than the Speed of Night” estreou em primeiro lugar nas paradas britânicas e alcançou a quarta posição na Billboard 200, nos Estados Unidos.

Em 1984, Tyler lançou “Holding Out for a Hero”, que integrou a trilha sonora do filme “Footloose”. No ano seguinte, recebeu indicação ao Grammy de Melhor Performance Vocal Feminina de Rock pela música “Here She Comes”, gravada para a restauração do filme “Metropolis”.

Parceria com Fábio Jr. e ligação com o Brasil

Durante a década de 1980, Bonnie Tyler trabalhou com nomes como Elton John, George Martin e Mike Oldfield.

A cantora também teve uma parceria com o brasileiro Fábio Jr.. Os dois gravaram o dueto “Sem Limites para Sonhar”, lançado em um álbum bilíngue do artista.

Em 2022, Tyler realizou sua primeira turnê no Brasil, com apresentações em Florianópolis, Curitiba, São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Últimos trabalhos e ações sociais

Bonnie Tyler manteve a carreira ativa ao longo das décadas, lançando discos e realizando apresentações. Em 2025, lançou a música “Together”, produzida por David Guetta e Hypaton.

Além da música, participou de projetos beneficentes. Em 1986, integrou o Projeto Anti-Heroína, com a gravação de “It’s a Live-In World”, cuja renda foi destinada a centros de recuperação para dependentes no Reino Unido.

Também participou do grupo Ferry Aid, que lançou uma versão de “Let It Be”, dos Beatles, com arrecadação destinada às vítimas de um acidente com uma embarcação na Bélgica.

Ao longo da vida, apoiou iniciativas voltadas a crianças com paralisia cerebral e ações de arrecadação para vítimas do tsunami no Oceano Índico, em 2004. Em 2020, participou de uma regravação de “Don’t Answer Me”, do Alan Parsons Project, para arrecadar recursos para a cidade italiana de Bergamo durante a pandemia de Covid-19.

 

Com informações do O Globo*

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus