Morre Jason Collins, pioneiro na luta por inclusão na NBA

O jogador disputou mais de 700 partidas na liga e se tornou símbolo de representatividade no esporte

A NBA e o esporte mundial amanheceram de luto com a morte do ex-pivô Jason Collins, aos 47 anos. O ex-atleta enfrentava um glioblastoma, tipo agressivo de tumor cerebral, e ficou marcado na história da liga por ser o primeiro jogador assumidamente gay das grandes ligas esportivas americanas.

Depois de encerrar a carreira nas quadras, Collins passou a atuar fortemente em causas sociais e na defesa dos direitos da comunidade LGBTQIA+, consolidando-se como símbolo de representatividade e inclusão dentro e fora do esporte.

A morte foi confirmada pela própria NBA em comunicado oficial. A liga destacou a importância de Collins para além das quadras e ressaltou sua contribuição para tornar o ambiente esportivo mais inclusivo.

“O impacto e a influência de Jason Collins estenderam-se muito além do basquete, pois ele ajudou a tornar a NBA, a WNBA e a comunidade esportiva em geral mais inclusivas e acolhedoras para as gerações futuras. Ele exemplificou uma liderança e um profissionalismo excepcionais ao longo de seus 13 anos de carreira na NBA e em seu trabalho dedicado como embaixador do NBA Cares. Jason será lembrado não apenas por quebrar barreiras, mas também pela bondade e humanidade que definiram sua vida e tocaram tantas outras pessoas. Em nome da NBA, envio sinceros pêsames ao marido de Jason, Brunson, e aos seus familiares, amigos e colegas em nossas ligas.”

 

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Durante sua trajetória na principal liga de basquete do mundo, Collins vestiu as camisas de equipes como New Jersey Nets, Boston Celtics, Atlanta Hawks e Brooklyn Nets. Reconhecido pelo forte desempenho defensivo e liderança no elenco, acumulou mais de 700 partidas na NBA ao longo de 13 temporadas.

O anúncio da morte de Collins ocorreu no mesmo dia em que outra perda abalou a liga. O ala-pivô Brandon Clarke, do Memphis Grizzlies, morreu nesta terça-feira aos 28 anos. A franquia confirmou o falecimento por meio de nota oficial, sem divulgar a causa da morte.

“Nós estamos de coração partido com a perda de Brandon Clarke. Brandon era um colega de time incrível e uma pessoa ainda melhor. Seu impacto na organização e na comunidade de grande Memphis não vai ser esquecido”, escreveu o time.

Clarke defendia o Memphis Grizzlies desde 2019, quando foi selecionado na 21ª escolha do Draft pelo Oklahoma City Thunder antes de ser negociado com a equipe do Tennessee.

Em sua temporada de estreia, terminou entre os principais novatos da liga e ficou na quarta colocação na votação geral de calouro do ano.

Em 2022, o jogador renovou vínculo com os Grizzlies em um contrato de quatro anos avaliado em US$ 52 milhões, cerca de R$ 255 milhões. Nesta temporada, porém, entrou em quadra apenas duas vezes devido a problemas físicos na panturrilha e no joelho.

 

 

Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus

Foto: Reprodução