No Dia Internacional da Mulher, os dados reforçam o papel feminino na economia do estado e a necessidade de políticas de equidade
No Amazonas, as mulheres têm encontrado no empreendedorismo uma alternativa para driblar os desafios do mercado formal e conquistar independência financeira. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 52% dos micro e pequenos negócios no estado são liderados por mulheres, um número que reflete a crescente presença feminina no setor empresarial.
Além do desejo de empreender, a necessidade de complementar a renda da família também é um fator determinante. Em 40% dos lares amazonenses, as mulheres são as principais responsáveis pelo sustento, de acordo com pesquisas recentes. Esse cenário destaca a resiliência feminina diante das dificuldades econômicas, mas também evidencia a sobrecarga que muitas enfrentam.
A chamada “dupla jornada” ainda é uma realidade: além do trabalho formal e do empreendedorismo, as mulheres continuam assumindo a maior parte das responsabilidades domésticas e do cuidado com os filhos. Essa carga extra reforça a urgência de políticas públicas que promovam a equidade no ambiente de trabalho e incentivem a divisão equilibrada das tarefas familiares.
Outro obstáculo significativo para as mulheres amazonenses é a desigualdade salarial. Mesmo representando 44% dos trabalhadores formais do estado, elas ainda ganham, em média, 19,3% a menos do que os homens em funções equivalentes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Especialistas apontam que o fortalecimento de redes de apoio, o acesso a capacitação profissional e políticas públicas voltadas para a equidade de gênero são essenciais para garantir que mais mulheres possam crescer profissionalmente e contribuir para o desenvolvimento econômico do estado.
Neste Dia Internacional da Mulher, mais do que homenagens, os números reforçam a necessidade de ações concretas para garantir que as mulheres tenham as mesmas oportunidades no mercado de trabalho e no empreendedorismo. Afinal, promover a equidade de gênero não beneficia apenas as mulheres, mas toda a sociedade.