O sistema de pagamentos instantâneos Pix apresentou instabilidade na manhã deste domingo (23), causando falhas em transferências e pagamentos em diferentes instituições financeiras do país. O problema gerou milhares de reclamações de usuários e impactou operações realizadas por pessoas físicas e empresas.
Segundo dados do site DownDetector, plataforma que monitora interrupções em serviços digitais, os primeiros relatos começaram por volta das 6h50.
Mais de 13 mil registros de falhas
De acordo com o monitoramento da plataforma, foram registradas 13.861 reclamações relacionadas ao Pix em aproximadamente três horas.
O pico de ocorrências ocorreu às 8h05, quando foram contabilizadas 2.405 reclamações. A partir das 8h50, os registros começaram a diminuir gradualmente. Por volta das 9h50, o número de notificações havia caído para 178, indicando uma possível normalização do serviço.
O que se sabe sobre a instabilidade
Até o momento, não foi divulgada a causa da falha que afetou o sistema de pagamentos.
Confira os principais dados registrados:
- Início da instabilidade: 6h50;
- Pico de reclamações: 8h05;
- Total de ocorrências registradas: 13.861;
- Abrangência: nacional;
- Causa: não informada.
O Banco Central, responsável pela infraestrutura do Pix, ainda não havia se manifestado sobre o ocorrido até a última atualização desta reportagem.
Bancos registraram aumento de reclamações
O DownDetector apontou aumento simultâneo de notificações em diversas instituições financeiras, indicando possível impacto generalizado no sistema.
Entre os bancos e plataformas de pagamento citados pelos usuários estão:
- Banco do Brasil;
- Caixa Econômica Federal;
- Itaú Unibanco;
- Bradesco;
- Santander;
- Nubank;
- Inter;
- C6 Bank;
- Mercado Pago;
- PicPay;
- Neon;
- Sicredi.
Falhas afetaram consumidores e empresas
Além das transferências entre contas, comerciantes relataram dificuldades para receber pagamentos por meio do Pix durante o período de instabilidade.
Também houve registros de problemas em serviços que dependem do sistema para funcionamento, como recargas e operações integradas a equipamentos de pagamento eletrônico.
Criado pelo Banco Central, o Pix é atualmente um dos principais meios de pagamento utilizados no Brasil para transferências e transações instantâneas.






