Um novo ponto de atendimento à saúde começou a funcionar na comunidade do Ubim, no município de Eirunepé, a mais de 1.200 quilômetros de Manaus. A estrutura está localizada na Reserva Extrativista do Rio Gregório e deve atender mais de 30 comunidades ribeirinhas, beneficiando cerca de 990 pessoas.
A unidade integra ações do programa Juntos Contra a Pobreza e do projeto SUS na Floresta, desenvolvido pela Fundação Amazônia Sustentável, com financiamento da Vale e do BNDES, além de apoio do poder público local. O investimento para implantação da estrutura foi de aproximadamente R$ 2 milhões.
A proposta é ampliar o acesso à atenção primária em uma região onde o deslocamento até a sede municipal pode levar horas ou até dias.
“Antes, o atendimento era muito difícil, porque a gente não tinha meio de transporte para a cidade, e eram raras as pessoas que iam”, relatou Dionilson Mota. “Quando falaram que ia ter esse ponto, a comunidade se preparou para abraçar essa oportunidade”, acrescentou.
De acordo com a Fundação Amazônia Sustentável, a unidade foi estruturada para combinar atendimento presencial e remoto.
“A RESEX do Rio Gregório foi uma das primeiras áreas escolhidas, com uma carteira de serviços que irá atender às necessidades da população”, afirmou Mickela Souza.
O posto conta com consultório multiprofissional, sala de triagem, dispensação de medicamentos, consultório odontológico e estrutura para telemedicina. A conexão permite que profissionais de saúde da sede de Eirunepé apoiem o atendimento à distância.
O modelo de funcionamento prevê a presença contínua de uma técnica de enfermagem na comunidade, com apoio de agentes comunitários. Equipes com médico, enfermeiro e dentista devem atuar em missões periódicas. Segundo a Vale, a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de enfrentamento à pobreza em regiões isoladas.
“O programa busca apoiar a saída de famílias da extrema pobreza com base em dados e nas necessidades de cada território”, afirmou Flavia Constant.
Na mesma linha, o Fundo Vale destaca a integração de políticas públicas e ações locais.
“Ao articular saúde, proteção social e geração de renda, ajudamos a criar condições para que as famílias permaneçam em seus territórios com acesso a direitos”, afirmou Márcia Soares.
Levantamento realizado na região apontou dificuldades no acesso ao pré-natal, acompanhamento infantil e controle de doenças crônicas, cenário que a nova unidade busca enfrentar com atendimento contínuo e suporte remoto. A expectativa é reduzir a necessidade de deslocamentos longos e garantir maior regularidade no acompanhamento de saúde das comunidades ribeirinhas.
Com Informações da FAS
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






