O presidente da escola de samba A Grande Família, Cleildo Barroso, conhecido como “Caçula”, de 34 anos, foi preso preventivamente nesta quinta-feira, 5, durante a Operação A Máscara Caiu, deflagrada por policiais civis da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) Centro-Sul. Ele é investigado por descumprimento de medida protetiva de urgência, violência psicológica e perseguição contra a ex-companheira, de 29 anos, no contexto de violência doméstica.
Além do mandado de prisão, a operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão: um na residência do suspeito e outro na sede da escola de samba onde ele atuava, localizada no bairro São José Operário, zona leste. Cleildo Barroso foi preso no bairro Gilberto Mestrinho e encaminhado à delegacia. Durante as buscas, nenhuma arma de fogo foi localizada.
Segundo a delegada Patrícia Leão, titular da DECCM Centro-Sul, o investigado já havia sido preso em flagrante em janeiro deste ano pelos crimes de lesão corporal e ameaça, mas foi liberado após pagamento de fiança.
“Mesmo após a soltura, a vítima passou a ser perseguida nas proximidades da residência dela, além de receber mensagens e ligações por intermédio de terceiros, a mando do autor, com o intuito de intimidá-la”, informou a delegada.
De acordo com a Polícia Civil, o homem também teria utilizado a posição que ocupava na escola de samba para afastar a vítima da agremiação, da qual ela fazia parte, como forma de represália.
“Diante da continuidade das condutas criminosas, a vítima retornou à delegacia. Foi solicitada a prisão preventiva, além dos mandados de busca e apreensão, pois havia informação de que ele possuía uma arma de fogo. As medidas foram deferidas pela Justiça”, detalhou Patrícia Leão.
Nas redes sociais, a ex-companheira relatou episódios de agressões físicas e ameaças, afirmando que foi atacada dentro de um carro, derrubada no chão na residência do ex-marido e ameaçada de morte. Segundo o relato, ela conseguiu escapar após pedir ajuda, quando vizinhos acionaram a Polícia Militar.
“Nada justifica agressão. Nada. Ninguém tem o direito de bater em nenhuma mulher”, escreveu a vítima.
Durante coletiva, a delegada reforçou a importância da solicitação de medidas protetivas como instrumento de prevenção à violência.
“A medida protetiva é fundamental para proteger a mulher e também possibilitar a prisão em caso de descumprimento. Destaco que, nos casos de feminicídio registrados no estado, nenhuma das vítimas tinha boletim de ocorrência. A medida protetiva salva, sim, vidas”, afirmou.
As medidas protetivas podem ser solicitadas de forma virtual, por meio da Delegacia Virtual da Mulher, no site www.policiacivil.am.gov.br/dvm, ou presencialmente em qualquer unidade da DECCM nas zonas centro-sul, norte e sul.
O investigado responderá pelos crimes de violência doméstica, violência psicológica e perseguição. Ele passará por audiência de custódia e permanecerá à disposição da Justiça.
Com Informações da Polícia Civil do Amazonas
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






