Programa Escola de Transporte Inclusivo capacita rodoviários para atendimento humanizado a pessoas com deficiência e autistas

O treinamento reforça a importância da empatia, acessibilidade e do respeito aos direitos dos passageiros, desenvolvendo empatia e preparando os trabalhadores para agir de forma adequada em diferentes situações do dia a dia.

A Prefeitura de Manaus promoveu mais uma etapa do programa Escola de Transporte Inclusivo, iniciativa coordenada pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) que busca preparar motoristas e cobradores para oferecer um atendimento mais humanizado, seguro e acessível às Pessoas com Deficiência (PcDs), idosos e passageiros com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A capacitação reuniu mais de 50 profissionais de uma empresa, responsável por operar 35 linhas de ônibus que atendem todas as zonas da capital. O objetivo é sensibilizar os trabalhadores do transporte coletivo sobre a importância da inclusão, do respeito às diferenças e da garantia dos direitos de quem enfrenta desafios diários de mobilidade e acessibilidade.

Além de orientar sobre procedimentos operacionais, o treinamento enfatiza a necessidade de compreender as particularidades de cada passageiro. No caso das pessoas autistas, por exemplo, os profissionais recebem orientações sobre como agir diante de situações envolvendo sensibilidade a ruídos, excesso de estímulos, dificuldades de comunicação e necessidade de um atendimento mais paciente e acolhedor.

O propósito da iniciativa é estimular uma mudança de comportamento entre os operadores do sistema, para conscientizar motoristas e cobradores sobre a importância de prestar um atendimento mais humano e digno à população, especialmente às pessoas com deficiência, aos passageiros com mobilidade reduzida, aos idosos e às pessoas autistas, que muitas vezes necessitam de compreensão e suporte durante a viagem.

A programação combina aulas teóricas e atividades práticas. Durante a capacitação, os profissionais vivenciam situações que simulam a rotina de passageiros com deficiência, como dificuldades de embarque e desembarque, deslocamento de pessoas com deficiência visual e experiências que demonstram o impacto de estímulos sonoros e visuais em passageiros com Transtorno do Espectro Autista. A proposta é desenvolver empatia e preparar os trabalhadores para agir de forma adequada em diferentes situações do dia a dia.

Ao compreender os desafios enfrentados por esses usuários, os operadores passam a reconhecer que pequenas atitudes — como aguardar o tempo necessário para o embarque, oferecer orientação adequada, evitar acelerações bruscas e manter uma comunicação respeitosa — podem fazer toda a diferença para garantir segurança, autonomia e dignidade aos passageiros.

 

Com informações do IMMU *

Por Leidy Amaral, da redação da Jovem Pan News Manaus

Foto: Karol Silva/IMMU