O resultado da segunda edição do Programa Kala-Tukula de Desenvolvimento de Lideranças para a Governança Global foi publicado nesta terça-feira (11). Ao todo, 40 lideranças negras foram selecionadas para participar das atividades formativas promovidas pelo programa, voltado à preparação de representantes da população negra para atuação qualificada em espaços nacionais e internacionais de tomada de decisão.
Entre os selecionados estão lideranças quilombolas, ciganas, de povos e comunidades tradicionais de matriz africana e de terreiro, além de outras representações da comunidade negra. A iniciativa busca ampliar a participação dessas lideranças em debates e fóruns internacionais relacionados a temas estratégicos, como mudanças climáticas, meio ambiente e direitos humanos.
Durante a formação, os participantes terão acesso a curso de inglês e a atividades destinadas ao desenvolvimento de conhecimentos e habilidades necessários para a atuação em espaços de governança global. A proposta inclui preparação para participação em debates, negociações e agendas internacionais, fortalecendo a representatividade da população negra nesses ambientes.
A iniciativa também pretende contribuir para que as lideranças estejam mais preparadas para acompanhar e influenciar discussões sobre questões que afetam diretamente comunidades tradicionais e a população negra, especialmente no contexto das mudanças climáticas, da preservação ambiental, da garantia de direitos e do enfrentamento às desigualdades.
Programa Kala-Tukula
O Programa Kala-Tukula de Desenvolvimento de Lideranças para a Governança Global foi instituído pela Portaria MIR nº 215, de 28 de novembro de 2024. A iniciativa tem como objetivo capacitar lideranças quilombolas, de povos e comunidades tradicionais de matriz africana e de terreiro, povos ciganos e outras representações da comunidade negra para uma atuação qualificada em espaços internacionais de governança global.
A formação prioriza, especialmente, as agendas de clima, meio ambiente e direitos humanos, consideradas estratégicas para a promoção da justiça social e ambiental e para o fortalecimento da participação de grupos historicamente sub-representados nos processos de decisão internacional.
Com a segunda edição, o programa amplia a oportunidade de formação de lideranças negras e busca fortalecer a presença desses representantes em espaços de discussão e formulação de políticas que ultrapassam as fronteiras nacionais.
Com informações da Agência Gov*
Por Leidy Amaral, da redação da Jovem Pan News Manaus
Foto: Divulgação/Internet






