Programas sociais representam 8,5% da renda das famílias no Amazonas, aponta IBGE

No Amazonas, programas sociais correspondem a 8,5% da renda média por pessoa nos domicílios em 2025, segundo o IBGE. Trabalho segue como principal fonte de rendimento no estado.

Cerca de 570 mil pessoas no Amazonas receberam rendimentos de programas sociais em 2025, de acordo com dados da PNAD Contínua: Todos os Rendimentos, divulgada pelo IBGE. Apesar do crescimento, esses benefícios representam 8,5% da renda média por pessoa no estado.

Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na quinta-feira (8), mostram que o número de pessoas beneficiadas por programas sociais quase dobrou em relação a 2012, quando 305 mil amazonenses recebiam esse tipo de rendimento. Em 2025, o total chegou a aproximadamente 570 mil pessoas.

Apesar do crescimento, a participação dos programas sociais na composição da renda domiciliar ainda é menor do que outras fontes. Segundo o levantamento, o trabalho segue como principal origem de renda no Amazonas, respondendo por 78% da renda média por pessoa nos domicílios.

Em 2025, o Amazonas registrou 2,384 milhões de pessoas com algum tipo de rendimento, o equivalente a 57,4% da população residente no estado.

O rendimento médio por pessoa nos domicílios foi de R$ 1.450, valor que coloca o estado na 23ª posição entre as 27 unidades da federação. O índice está abaixo da média nacional, de R$ 2.264. No ranking, o Distrito Federal apresenta o maior rendimento médio (R$ 4.401), enquanto o Maranhão registra o menor (R$ 1.231).

Considerando todas as fontes de renda, o rendimento médio mensal no Amazonas foi de R$ 2.527 em 2025. O valor representa recuperação em relação a 2019, quando era de R$ 2.253, mas ainda permanece abaixo do registrado em 2012, que foi de R$ 2.687.

Os dados também mostram aumento na participação de rendimentos não provenientes do trabalho. O número de pessoas com aposentadorias, pensões e benefícios sociais passou de 590 mil em 2012 para 944 mil em 2025, representando 22,7% da população residente.

Entre os recortes analisados, o número de pessoas com aposentadorias e pensões cresceu de 201 mil para 306 mil no período. Já os rendimentos de aluguel e arrendamento permaneceram estáveis, com 28 mil pessoas em ambos os anos.

As rendas provenientes de pensão alimentícia, doações e mesadas passaram de 52 mil para 53 mil pessoas. A categoria classificada como “outros rendimentos” registrou queda, de 48 mil para 39 mil pessoas.

Com informações da Assessoria.

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.