Poucos dias da estreia do Brasil na Copa do Mundo, Carlo Ancelotti afirmou que ainda não definiu a equipe que começará a competição. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, em Cleveland, o treinador indicou que o amistoso diante do Egito, marcado para este sábado, às 19h (de Brasília), será utilizado para observações finais e novos testes.
“É o último jogo para fazer teste. Paquetá representa um jogador importante para nós, porque tem característica diferente dos outros meias. Quero testá-lo e testar o Igor Thiago no jogo de amanhã. Acho que o sistema com os quatro na frente está bastante consolidado. Quero testar uma nova alternativa no último teste”, definiu o treinador do Brasil.
Sem revelar a escalação, Ancelotti deixou escapar algumas peças que estarão em campo. O técnico confirmou que Douglas Santos iniciará a partida na lateral esquerda e que Weverton será utilizado durante o segundo tempo.
“Não dei a escalação, mas no final você a tem. Weverton vai jogar o segundo tempo, e Douglas começa. Falta algo ou não (risos)?”
Outra mudança importante será a ausência de Gabriel Magalhães. Considerado um dos titulares da defesa brasileira, o zagueiro será preservado após o desgaste acumulado na reta final da temporada europeia.
“Voltou da final da Champions um pouco cansado. Não queremos assumir riscos com ele. Creio que amanhã não vai jogar, vai ser preparado para o primeiro jogo.”
Mesmo sem confirmar os 11 iniciais, a tendência é que a Seleção entre em campo com Alisson; Wesley, Marquinhos, Léo Pereira e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Lucas Paquetá, Igor Thiago, Vini Júnior e Raphinha.
O treinador também revelou que pretende utilizar todos os atletas disponíveis durante o amistoso.
“Amanhã temos 11 mudanças, vou aproveitar as 11 mudanças na segunda parte. Pode ser alguns jogadores que precisem jogar mais, que tenham saído de lesão anteriores, como Raphinha, Bruno, pode ser que eu dê um pouco mais de minutos a eles, mas todos vão jogar.”
Apesar das mudanças, Ancelotti garantiu que a estrutura tática da equipe seguirá a mesma.
“Obviamente você tem que levar em conta o adversário, mas isso não vai mudar nossa escalação, nosso sistema ou nossa estratégia de acordo com as características do adversários. Quero ver outra opção de equipe, a última possibilidade de fazê-lo eu vou fazer. O que está claro é que o sistema não muda, é 4-4-2 e não vai mudar.”
Ao detalhar a proposta de jogo, o italiano explicou que as alterações acontecem mais pelas características dos atletas do que pelo desenho tático.
“O sistema só muda quando você não tem a bola. Você não pode olhar o sistema quando tem a bola porque nunca atacamos com quatro. Defensivo é 4-4-2, não muda. Depois mudam as características dos jogadores. Muda a posição de Paquetá com a bola quando ele está com Luiz Henrique. Sei perfeitamente que Paquetá não pode ser ponta. Depois de 40 anos de futebol eu entendi isso (risos).”
Questionado sobre a disputa por espaço no ataque, Ancelotti descartou qualquer vantagem de Igor Thiago sobre Endrick.
“Não está avançado, eles têm características diferentes, jogaram muito bem no segundo tempo contra o Panamá. Não tem vantagem. Eu acho que combinam bem no jogo os dois, porque acho que tem características diferentes.”
Sobre as diferenças entre Igor Thiago e Matheus Cunha, o treinador destacou perfis distintos.
“Matheus é mais associativo com a equipe, tem muita qualidade no posicionamento e uma finalização muito forte. Thiago é um atacante totalmente diferente, muito potente, muito inteligente e muito forte na área.”
Ao falar sobre a Copa do Mundo, Ancelotti reforçou que pretende utilizar amplamente o grupo convocado e evitou apontar um time-base para a competição.
“Eu acho que estou convencido que tenho uma lista muito forte e quero aproveitar essa lista. Não quero focar minha cabeça no time titular do primeiro jogo. Quero treinar essa lista e aproveitar essa lista. É uma lista com muitos recursos.”
O treinador também descartou a existência de um favorito claro para o título mundial.
“Eu honestamente não vejo um time favorito hoje, acho que há muitos times competitivos para ganhar, mas não há uma que se destaque. Vai ganhar a equipe que é capaz de esconder suas debilidades.”
Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus
Foto: Rafael Ribeiro/CBF






