Real lidera ranking global e é a moeda que mais se valoriza em 2026

Levantamento da Elos Ayta aponta alta de 10,7% frente ao dólar, impulsionada por fluxo externo, juros e cenário econômico

O real é, até o momento, a moeda que mais se valorizou no mundo em 2026. É o que mostra um levantamento da Elos Ayta, que comparou o desempenho de 27 divisas frente ao dólar. No acumulado do ano até 17 de abril, R$ 100 passaram de US$ 18,37 para US$ 20,08, uma valorização de 10,7%, colocando o Brasil na liderança do ranking global.

O movimento ocorre em um cenário de relativa estabilidade do dólar. No mesmo período, o Índice Dólar teve leve recuo de 0,11%, o que indica que o avanço do real está mais ligado a fatores internos do que a uma fraqueza generalizada da moeda americana.

Entre os principais fatores está a alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões geopolíticas. Como produtor e exportador da commodity, o Brasil amplia a entrada de dólares no país, o que pressiona o câmbio e fortalece a moeda nacional.

Outro ponto é a melhora nas perspectivas econômicas. O Fundo Monetário Internacional revisou para cima a projeção de crescimento do Brasil, o que aumenta o interesse de investidores estrangeiros tanto na bolsa quanto em títulos de renda fixa.

A taxa de juros também contribui para esse cenário. Com uma das maiores taxas reais do mundo, o país segue atrativo para o capital internacional em busca de retorno, ampliando o fluxo de recursos para o mercado brasileiro.

Em análise, o CEO da Elos Ayta, Einar Rivero, destacou que a valorização do real reflete um conjunto de fatores. “Fluxo, juros e percepção de risco” explicam o movimento, segundo ele. Rivero afirma ainda que o cenário cria um efeito em cadeia positivo.

“Não é apenas a bolsa que sobe, é o país que volta a ser precificado”, disse, ao analisar o reposicionamento de investidores globais em direção ao Brasil.

Apesar do desempenho, especialistas apontam que o câmbio tende a ser influenciado por variáveis como juros no Brasil e nos Estados Unidos, além do cenário fiscal. Ainda assim, o resultado atual coloca o país entre os principais destinos de capital internacional neste início de ano.

Com Informações da Revista Fórum

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus