Rosa dos Anjos, artista paraense radicada em Manaus, utiliza a arte como expressão da identidade e cultura amazônica. Ao chegar à capital do Amazonas, ainda jovem, começou a explorar cores, formas e símbolos da floresta, transformando vivências em peças que expressam pertencimento, memória e conexão com o território.
O amor pela Amazônia, segundo a artista, moldou toda sua produção artística desde os 15 anos. Elementos da fauna e flora local, como bôticos de rosa, garças e pássaros, inspiram pinturas, esculturas e trabalhos educativos em comunidades locais.
Arte como sustento e resistência
A arte também serviu como meio de sustento. Aos 18 anos, grávida, Rosa precisou transformar sua prática em fonte de renda. Em 2013, enfrentou o diagnóstico de mal de Parkinson, mantendo a produção diária e enfrentando os desafios da doença enquanto preserva a autonomia no ateliê.
Reconhecimento e posicionamento
Uma das obras da artista chegou às mãos do Papa Francisco em resposta a declarações sobre o desmatamento na Amazônia. A pintura, acompanhada de carta em italiano, integra hoje a exposição Amazônia, em Roma, em acervo permanente. Entre suas criações está também a escultura de Zezinho Corrêa, homenageando artistas vivos da região.
Ensino e extensão cultural
Rosa atua em comunidades do interior do Amazonas, como Itacoatiara, Lago Anebar e Novo Airão, compartilhando técnicas de produção com madeira e outros materiais regionais. Para a artista, ensinar é parte do processo criativo e da preservação da identidade amazônica. Suas obras ocupam espaços que unem estética, resistência e educação ambiental, ecoando da floresta para o mundo.
Com informações da Assessoria
Foto: Divulgação
Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus






