O Brasil deve alcançar uma safra recorde de grãos em 2026, com estimativa de 348,4 milhões de toneladas, segundo dados do IBGE. O volume representa crescimento de 0,7% em relação ao ano passado e avanço de 1,2% frente à estimativa de fevereiro.
A área colhida também aumentou e deve chegar a 83,2 milhões de hectares, consolidando o melhor resultado da série histórica. Os três principais produtos — soja, milho e arroz — continuam dominando a produção nacional e juntos representam mais de 90% do total colhido no país.
A soja segue como principal destaque, com previsão de 173,7 milhões de toneladas, novo recorde. O milho também mantém forte participação, com estimativa de 138,3 milhões de toneladas. Já o arroz apresenta queda na produção, reflexo da redução da área plantada.
Regionalmente, o Centro-Oeste lidera a produção nacional, concentrando mais da metade dos grãos produzidos no país. Na sequência aparecem as regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Norte.
Na região Norte, onde está o Amazonas, a produção representa 6,2% do total nacional. Apesar de leve crescimento na comparação mensal, houve recuo de 3,2% em relação ao ano passado, o que reflete desafios como clima e limitações estruturais. Entre os estados, Mato Grosso segue como maior produtor de grãos do país, seguido por Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás.
Outras culturas também apresentaram variações importantes. O café deve atingir 65,1 milhões de sacas, com crescimento em relação a 2025. Já o feijão tem produção estimada em 3 milhões de toneladas, suficiente para atender o consumo interno.
Por outro lado, culturas como trigo, algodão e arroz registraram queda, influenciadas por preços e condições de mercado menos favoráveis. O levantamento também aponta crescimento em produtos como sorgo, milho e cana-de-açúcar na comparação com fevereiro, enquanto culturas como mandioca e trigo tiveram recuo no período.
Os dados reforçam o peso do agronegócio na economia brasileira e indicam um cenário de estabilidade, com crescimento moderado e manutenção de altos níveis de produção.
Com Informações do IBGE
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






