A BR-319 voltou ao centro do debate político amazonense após declarações do ex-ministro dos Transportes e pré-candidato a deputado federal, Alfredo Nascimento, durante entrevista ao programa A Voz do Amazonas. Ao comentar a situação da rodovia que liga Manaus ao restante do país, Alfredo relembrou sua passagem pelo Ministério dos Transportes e afirmou que deixou a Prefeitura de Manaus antes do fim do mandato para tentar viabilizar a recuperação da estrada.
Segundo ele, a recuperação dos chamados “extremos” da BR-319 permitiu garantir a ligação terrestre de municípios do sul do Amazonas, como Humaitá, mesmo sem a reconstrução completa do trecho do meio da rodovia.
“Eu larguei o meu último ano de mandato porque eu queria fazer a BR-319. E se eu não tivesse feito os extremos da rodovia, hoje Humaitá não estaria ligada com o resto do país”, declarou.
Durante a entrevista, Alfredo afirmou que as obras executadas nos extremos da estrada garantiram condições mínimas de trafegabilidade, permitindo a circulação de ônibus e veículos mesmo com as dificuldades existentes no trecho central.
“Hoje a rodovia não estaria trafegável, porque nem com essa lama no meio teria linha de ônibus que hoje tem. Eu fiz os extremos da rodovia porque era possível, e a parte do meio depende de licenciamento ambiental”, afirmou.
O ex-ministro também criticou a demora nos processos ambientais e citou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ao comentar os obstáculos enfrentados para o avanço das obras.
“Quando eu senti que tinha má vontade de uma senhora chamada Marina Silva, que disse na frente do Lula que enquanto ela fosse ministra, não se dária isso.”, declarou.
Alfredo ainda questionou os anúncios recentes relacionados ao trecho do meio da rodovia e afirmou que os serviços previstos não representam a reconstrução definitiva da estrada.
“Depois leiam o edital para ver o que será feito no trecho do meio da BR-319. Não vai ser asfaltamento completo. O que está previsto é manutenção, jogar pedra, cascalho e fazer melhorias pontuais”, afirmou.
Segundo ele, a recuperação integral da BR-319 exigiria investimentos bilionários e um cronograma de longo prazo, além do cumprimento de exigências ambientais.
“Essa obra custa hoje mais de R$ 3 bilhões. E eu não vi esse recurso no orçamento. Mesmo que deem ordem de serviço, uma obra dessas leva pelo menos cinco anos para ser concluída”, declarou.
Ao comentar o histórico da rodovia em períodos eleitorais, Alfredo criticou o que chamou de repetição de promessas sem conclusão efetiva das obras.
“Todo ano eleitoral tem isso. Levam máquinas para a rodovia, dizem que a obra começou, e depois da eleição tudo para. Acho que é mais uma apertada que o povo do Amazonas vai levar”, afirmou.
Para Alfredo Nascimento, a BR-319 continua sendo uma das principais demandas estruturais do Amazonas e é fundamental para integração logística, desenvolvimento econômico e fortalecimento da presença do Estado no interior amazonense.
Foto: Gerada por IA
Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus






