Em resposta a demandas do Ministério Público Federal, a Universidade Federal do Amazonas instituiu uma comissão para debater a implementação de cotas e políticas afirmativas voltadas à população transgênero nos cursos de graduação e pós-graduação da instituição.
O MPF, por meio do procurador da República Igor Jordão Alves, acompanhava a regularidade dos editais da universidade que ofertavam vagas suplementares para candidatos trans. A ausência de norma institucional clara para regulamentar percentuais e procedimentos motivou a necessidade de uma discussão formal sobre o tema.
A comissão da UFAM será presidida pela pró-reitora de extensão e contará com representantes das pró-reitorias de ensino de graduação, pesquisa e pós-graduação, inovação tecnológica e assistência estudantil. Além disso, participam estudantes e representantes da Associação de Travestis, Transexuais e Transgêneros do Estado do Amazonas (Assotram) e do Instituto Brasileiro de Transmasculinidade (Ibrat/AM).
O grupo terá prazo de 90 dias para apresentar os resultados de seus trabalhos, que visam estruturar normas e procedimentos para inclusão da população trans na universidade. O acompanhamento do caso foi incluído como prioridade no plano de trabalho da Procuradoria Regional dos Direito.
Com informações da Assessoria.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






