O Núcleo de Atendimento às Vítimas de Crimes e Pessoas em Situação de Vulnerabilidade (Naviv/Recomeçar), do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), atendeu 578 pessoas ao longo de 2025 e realizou 1.160 escutas psicológicas, segundo dados apresentados no início das atividades de 2026. O balanço também aponta o recebimento de 280 pedidos de estudos psicossociais, dos quais 196 foram concluídos no período.
Além das escutas, o núcleo realizou 187 acompanhamentos pedagógicos com crianças e adolescentes envolvidos em processos judiciais ou em situações de violência. Os números foram discutidos durante uma reunião de alinhamento entre a equipe técnica e estagiários, que marcou o início do planejamento das ações para o novo ano.
De acordo com o levantamento, a maior demanda registrada em 2025 partiu da 102ª Promotoria de Justiça, com 45 solicitações, principalmente relacionadas à proteção da dignidade sexual de crianças e adolescentes. Também concentraram número expressivo de pedidos as promotorias da área de família — a 33ª, a 37ª e a 38ª Promotorias de Justiça —, cada uma com mais de 30 demandas ao longo do ano.
A 83ª Promotoria de Justiça, que atua na Vara Maria da Penha, registrou 27 solicitações. O núcleo também foi acionado por promotorias de outras áreas, como direitos da pessoa idosa e da pessoa com deficiência, infância e juventude (cível e criminal), Juizados Especiais Criminais, Tribunal do Júri e promotorias criminais.
Além das demandas externas, o Naviv/Recomeçar atendeu solicitações internas do próprio MPAM e acolheu vítimas que procuraram espontaneamente o Ministério Público em busca de apoio psicossocial, o que, segundo o balanço, contribuiu para ampliar o alcance do serviço.
Durante a reunião de alinhamento, a coordenação destacou que o aumento do volume de atendimentos está relacionado à maior integração do núcleo à atuação institucional e ao fortalecimento da rede de encaminhamentos. No início de 2026, cerca de 100 pedidos de estudos psicossociais já estavam em andamento.
O planejamento para o novo ciclo prevê a continuidade do atendimento interprofissional, com foco na escuta qualificada e no acompanhamento de vítimas em situação de vulnerabilidade, seguindo diretrizes nacionais e internacionais voltadas à proteção dos direitos humanos e à atenção especializada às vítimas de crimes.
Com Informações do Ministério Público do Estado do Amazonas
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






