MPAM investiga possível acúmulo de cargos e desvio de função de merendeiros em Parintins

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou procedimento preparatório para apurar indícios de acúmulo ilegal de cargos públicos e desvio de função por servidores estaduais lotados como merendeiros na rede estadual de ensino de Parintins, com possível prejuízo ao erário.

A 3ª Promotoria de Justiça de Parintins, do Ministério Público do Amazonas (MPAM), iniciou investigação preliminar para apurar denúncias de acúmulo ilegal de cargos e desvio de função de merendeiros da rede estadual de ensino. O procedimento busca verificar possíveis atos de improbidade administrativa e dano ao patrimônio público.

A portaria de instauração, assinada pela promotora de Justiça Marina Campos Maciel, fundamenta-se no art. 1º da Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992). A investigação surgiu após denúncias de que servidores estaduais estariam ocupando, de forma ilícita, cargos públicos municipais e exercendo funções incompatíveis com o cargo de merendeiro.

Segundo a Promotoria, o procedimento preparatório tem o objetivo de delimitar a investigação, considerando a possibilidade de pagamento de remuneração por funções não exercidas ou exercidas fora das atribuições legais.

Para apurar os fatos, o MPAM requisitou à Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Amazonas (Seduc-AM) e à Secretaria Municipal de Educação de Parintins, no prazo de 10 dias, o envio das seguintes informações:

  • Lista nominal de todos os servidores ocupantes do cargo de merendeiro em escolas estaduais de Parintins, incluindo data de nomeação, lotação atual, afastamentos e períodos de férias;

  • Folhas de ponto ou fichas de frequência do ano de 2025, fichas funcionais e financeiras dos merendeiros das Escolas Estaduais Álvaro Maia, Brandão de Amorim, Geny Bentes, João Bosco e São José Operário, com descrição detalhada das funções exercidas;

  • Informações sobre eventual exercício de cargos ou funções no âmbito municipal pelos mesmos servidores, incluindo nomes completos, cargos ou funções, jornada semanal, horários de trabalho e local de lotação.

O procedimento ainda está em fase inicial, e o MPAM ressalta que a investigação visa garantir a transparência na gestão pública e a correta aplicação dos recursos do Estado.

Com informações da Assessoria.

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.