O acesso a serviços básicos e a garantia de direitos ainda são desafios presentes na rotina de pessoas com deficiência, especialmente em regiões como o Amazonas. Em meio a essa realidade, iniciativas voltadas à emissão de documentos, inclusão social e suporte às famílias têm buscado ampliar o atendimento e reduzir barreiras.
Em entrevista à Jovem Pan News Manaus, o gerente da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEPcD), Magno Sancho, detalhou como essas ações vêm sendo executadas no dia a dia e destacou o aumento na procura pelos serviços.
Hoje nós recebemos bastante solicitações, tanto da Ciptea, que é voltada para pessoas com autismo, quanto da carteira da pessoa com deficiência e também do passe intermunicipal. A demanda é muito grande”, afirmou.
Segundo ele, a emissão desses documentos tem impacto direto na vida dos usuários, principalmente por garantir direitos que muitas vezes não eram respeitados.
A carteira garante prioridade no atendimento. Muitas pessoas enfrentavam preconceito, principalmente porque a deficiência não é visível. No dia a dia, isso gerava dificuldade em filas e no acesso a serviços”, explicou.
Além da documentação, Magno destacou que o atendimento também envolve acolhimento às famílias, principalmente após o diagnóstico de uma deficiência, momento que costuma gerar insegurança.
A secretaria abraça não só a pessoa com deficiência, mas também a família. A gente oferece orientação com psicólogos, assistência social e apoio jurídico. Muitas vezes essas famílias não sabem o que fazer, e esse suporte faz diferença”, disse.
Outro ponto enfatizado por ele é o programa de cadeiras de rodas, considerado essencial para garantir mobilidade e autonomia.
É um programa de suma importância. Eu, como usuário de cadeira de rodas, sei da necessidade. Todos os dias recebemos solicitações e também realizamos entregas. A ideia é atender com a maior agilidade possível quem precisa”, destacou.
A atuação também alcança moradores do interior, onde o acesso aos serviços costuma ser ainda mais limitado. De acordo com Magno, a estratégia tem sido aproximar o atendimento dessas populações.
A demanda é grande, principalmente nos municípios. Hoje a gente atende, em média, de 200 a 250 solicitações por dia. E estamos levando tanto as carteiras quanto outros serviços diretamente para essas localidades”, ressaltou.
Na área de empregabilidade, ele reforçou que ainda há desafios, mas que o trabalho de encaminhamento e capacitação vem sendo realizado para ampliar oportunidades.
A gente tem um banco de dados com currículos e faz esse encaminhamento conforme surgem vagas. Também participamos de ações de capacitação, porque sabemos que a inclusão no mercado ainda precisa avançar”, afirmou.
Sobre acessibilidade, Magno reconheceu que as dificuldades ainda fazem parte da realidade de muitas pessoas com deficiência.
A gente enfrenta muitos desafios no dia a dia, principalmente quando se fala em acessibilidade. E isso não é só na capital, nos municípios a situação pode ser ainda mais difícil”, pontuou.
Ao final, ele deixou uma mensagem direta às pessoas com deficiência e suas famílias, reforçando a importância de persistir na busca por direitos e apoio.
A gente precisa de respeito. A inclusão é uma luta diária. Não desistam. Às vezes o processo demora, mas é necessário. A gente precisa enfrentar essas barreiras para conquistar nosso espaço”, concluiu.
Foto: Divulgação
Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus






