O deputado estadual Roberto Cidade (União Brasil) assumiu interinamente o governo do Amazonas após as renúncias do governador Wilson Lima e do vice-governador Tadeu de Souza, oficializadas no sábado, 4. A posse ocorreu no domingo, 5, seguindo a linha sucessória prevista na Constituição estadual.
Presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) desde 2021, Cidade chegou ao comando do Executivo de forma automática, em meio a um cenário de transição política. Aos 39 anos, ele passa a ocupar uma posição estratégica no estado.
Natural de Manaus, é bacharel em Administração e Gestão Pública, casado e pai de quatro filhos. Iniciou a trajetória política em 2016, quando disputou vaga de vereador e ficou como suplente, com 6.285 votos.
Dois anos depois, assumiu uma cadeira na Câmara Municipal de Manaus e, em 2018, foi eleito deputado estadual com 33.239 votos, sendo o segundo mais votado no Amazonas naquele pleito.
Na Aleam, iniciou o mandato em 2019 como 3º vice-presidente da Mesa Diretora e presidiu a Comissão de Transportes. Em dezembro de 2020, aos 34 anos, foi eleito presidente da Casa, tornando-se o mais jovem a ocupar o cargo.
Durante a atuação no Legislativo, participou da condução de votações relevantes, incluindo medidas voltadas à área social e à saúde, especialmente no período da pandemia.
Crescimento político
Em 2022, Roberto Cidade foi reeleito deputado estadual com 105.510 votos, a maior votação da história do Amazonas para o cargo. No ano seguinte, foi reconduzido por unanimidade à presidência da Aleam e garantiu novo mandato para o biênio 2025-2026, acumulando três gestões consecutivas.
No campo partidário, presidiu o Partido Verde no Amazonas e, posteriormente, migrou para o União Brasil, onde passou a liderar a sigla na Assembleia. Em 2024, assumiu o diretório municipal do partido em Manaus e disputou a Prefeitura da capital, obtendo 187.566 votos.
Pré-candidatura e impacto no cenário
No dia 2 de abril, Roberto Cidade anunciou que é pré-candidato para as eleições de 2026. Dois dias depois, em 4 de abril, terminou o prazo de desincompatibilização para ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar o pleito.
No caso dele, no entanto, o cenário é diferente. A exigência legal vale para quem já ocupa cargos no Executivo e pretende concorrer. Como Cidade assumiu o governo após esse prazo, a situação passa a ser analisada dentro de um novo contexto jurídico e político.
Na prática, caso decida manter a pré-candidatura, ele ainda deverá cumprir as regras eleitorais dentro dos prazos previstos, o que pode incluir a necessidade de deixar o cargo em momento oportuno definido pela legislação.
Além disso, o cenário político segue aberto a mudanças, já que alianças, decisões partidárias e eventuais ajustes jurídicos podem provocar reconfigurações nas candidaturas.
Chegada ao governo interino
A ida de Roberto Cidade ao comando do Executivo ocorreu após a publicação das cartas de renúncia de Wilson Lima e Tadeu de Souza no Diário Oficial. As saídas tiveram efeito imediato e atenderam ao prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral.
Com a vacância simultânea, a Constituição estadual determina que o presidente da Assembleia assuma o governo e que o Legislativo organize, em até 30 dias, uma eleição indireta para definir a nova chapa que comandará o estado até janeiro de 2027.
A sessão de posse foi conduzida pelo deputado Adjuto Afonso, que passou a exercer interinamente a presidência da Aleam, conforme o regimento interno da Casa.
Com Informações do G1, Aleam e TSE
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






