O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), lançou um edital de concessão florestal para a Gleba Castanho, no Amazonas. O processo prevê a exploração sustentável de uma área pública federal com investimentos estimados em R$ 77 milhões.
O edital marca a primeira concessão de uma gleba pública federal fora de unidade de conservação desde a criação da Lei de Gestão de Florestas Públicas, em 2006. As propostas podem ser apresentadas até o dia 6 de junho de 2026.
O projeto foi estruturado pelo BNDES e integra o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal, além de estar previsto no Plano Plurianual de Outorga Florestal 2024–2027.
A concessão será destinada ao manejo florestal sustentável, com técnicas de impacto reduzido e ações voltadas à regeneração natural da vegetação.
Investimentos previstos
A estrutura financeira do projeto prevê cerca de R$ 20 milhões em infraestrutura e aproximadamente R$ 57 milhões para operação nos primeiros cinco anos.
Os recursos deverão ser aplicados em ações como monitoramento ambiental, proteção florestal, apoio à pesquisa científica e tecnológica, educação ambiental, regularização fundiária e iniciativas de desenvolvimento para comunidades próximas às Unidades de Manejo Florestal (UMFs).
Também está prevista a realização de consultas públicas para definição da aplicação dos investimentos sociais, com validação pelos Conselhos Municipais. O edital estabelece ainda a execução de projetos comunitários pelas empresas concessionárias, com investimento estimado em cerca de R$ 460 mil por ano.
Área da concessão
A Gleba Castanho possui área total de 240.533 hectares, sendo 59.999 hectares destinados à concessão, o equivalente a aproximadamente 24,9% da área total.
O território corresponde a uma extensão de cerca de 300 mil campos de futebol, segundo dados do projeto.
O edital completo está disponível para consulta pública e reúne as regras, critérios e obrigações para participação no processo de concessão.
Com informações da Assessoria.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






