A eleição indireta que vai definir o novo comando do governo do Amazonas avançou para uma etapa crítica com o registro de impugnações. A Assembleia Legislativa do Amazonas recebeu pedidos de contestação contra duas das cinco chapas inscritas no processo, após a publicação oficial no Diário Oficial do Legislativo.
As impugnações envolvem a chapa 4, formada por Sérgio Augusto Coelho Bezerra e Audriclea Viana Frota, e a chapa 5, composta por Daniel Fabiano Soares de Araújo e Daiane de Jesus Dias Araújo. Os pedidos foram apresentados por partidos políticos dentro do prazo de 48 horas, aberto a partir das 17h da última segunda-feira, 20, horário considerado oficial para início da contagem.
O processo segue um rito acelerado previsto em edital e na legislação estadual. Entre os motivos que podem levar à impugnação estão ausência de filiação partidária, irregularidades documentais, pendências na Justiça Eleitoral, inelegibilidade, rejeição de contas públicas ou falta de afastamento de cargos quando exigido.
Com as contestações formalizadas, os candidatos têm prazo de 48 horas para apresentar defesa. Na sequência, a Procuradoria-Geral da Assembleia deve emitir parecer técnico em até dois dias, avaliando a regularidade das candidaturas.
A decisão final cabe à Mesa Diretora da Assembleia, que terá mais dois dias para deferir ou indeferir os registros. O resultado será publicado no Diário Oficial, com possibilidade de recurso ao plenário no prazo de 48 horas. Após essa etapa, a decisão passa a ter caráter definitivo no âmbito do Legislativo estadual.
Antes das impugnações, cinco chapas haviam sido registradas para a disputa. Além das candidaturas questionadas, também concorrem William Bitar Barroso dos Santos e João Ricardo de Melo e Lima, Roberto Maia Cidade Filho e Serafim Fernandes Corrêa, e Cícero José de Lima Alencar e Roque Lane Wilkens Marinho.
A eleição está marcada para o dia 4 de maio, em sessão extraordinária no plenário Ruy Araújo, com votação aberta e nominal dos deputados estaduais. O pleito vai definir o chefe do Executivo até janeiro de 2026, após a vacância simultânea dos cargos de governador e vice no estado.
Com Informações da Aleam
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






