Os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, mais de três vezes superior ao resultado negativo de R$ 2,6 bilhões em 2024. O desempenho amplia a sequência de perdas da estatal, que já soma 14 trimestres consecutivos no vermelho. O principal impacto veio das despesas com precatórios — dívidas determinadas pela Justiça — que alcançaram R$ 6,4 bilhões no período.
Além do aumento nas despesas, a empresa também enfrentou queda na receita. O faturamento bruto foi de R$ 17,3 bilhões, uma redução de 11,35% em relação ao ano anterior. Entre os fatores apontados está a forte diminuição nas encomendas internacionais, que recuaram cerca de 66% após mudanças nas regras de tributação sobre importações de baixo valor, afetando diretamente o fluxo de mercadorias.
Parte das despesas também está ligada a passivos acumulados de gestões anteriores e a provisões para possíveis perdas em ações trabalhistas. Diante desse cenário, a estatal mantém medidas de ajuste, como programas de desligamento voluntário, que já somam mais de 3,7 mil adesões entre 2024 e 2025, com expectativa de redução de custos nos próximos anos.
Mesmo com as ações de contenção, a empresa recorreu a um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a um consórcio de bancos, com garantia da União. O recurso foi direcionado para cobrir despesas operacionais, em um contexto de pressão sobre as contas. Há ainda autorização para novos financiamentos, o que pode ampliar a capacidade de captação no curto prazo, enquanto a estatal tenta reequilibrar sua estrutura financeira.
Com Informações do G1
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






