Família que defendeu Michael Jackson acusa cantor de abuso e processa espólio

Irmãos afirmam que sofreram abusos na infância e levaram o caso à Justiça
Foto: Wikipédia

Quatro irmãos que mantiveram proximidade com Michael Jackson durante a infância afirmam ter sido vítimas de abuso sexual e ingressaram com ação judicial contra o espólio do artista. Eles são filhos de amigos da família do cantor.

Dominic, Aldo, Marie Nicole e Eddie Cascio relataram ao The New York Times que levaram anos para reconhecer os episódios. Parte deles afirma que só compreendeu o que ocorreu na vida adulta, enquanto outros dizem que tinham consciência, mas não falavam por medo.

A reportagem foi publicada nesta sexta-feira (24), data da estreia nos Estados Unidos do filme Michael, que não aborda as acusações feitas ao cantor ao longo dos anos.

Segundo os relatos, os abusos teriam ocorrido em diferentes locais, incluindo a residência do artista. Os irmãos afirmam que, quando questionados pelos pais, negavam qualquer irregularidade. Os responsáveis não comentaram o caso.

Um dos irmãos, Aldo, afirmou que os episódios começaram quando ele tinha sete anos e se repetiram por anos. Marie Nicole relatou que teria sido abusada pela primeira vez aos 12 anos. Dominic também descreveu comportamentos atribuídos ao cantor durante os encontros.

Há ainda um quinto irmão que não integra o processo por questões judiciais. A aproximação da família com o artista ocorreu quando ele frequentava um hotel em Manhattan administrado pelos pais dos irmãos.

O advogado do espólio, Marty Singer, classificou a ação como tentativa de extorsão. “O processo é uma tentativa desesperada de obter dinheiro”, disse ao jornal.

A defesa também destacou que os irmãos negaram abusos por mais de duas décadas, incluindo entrevista concedida a Oprah Winfrey em 2010.

Em 2020, os irmãos procuraram representantes do espólio e relataram os abusos. Um acordo foi firmado e resultou no pagamento de cerca de US$ 16 milhões ao longo de cinco anos. As acusações permaneceram sob sigilo nesse período.

Os pagamentos foram interrompidos em 2025 após um pedido de aumento na indenização. A disputa passou então a ser tratada na Justiça.

“O histórico de declarações contraditórias levanta dúvidas sobre a credibilidade das acusações”, afirmou a defesa do espólio.


Com informações do G1*

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus