Dia Mundial da Malária: casos caem 15% no Brasil e atingem menor nível desde 1979

Data reforça alerta na Amazônia, onde se concentra a maioria das infecções e o combate segue intensificado

O Dia Mundial de Luta contra a Malária, celebrado neste 25 de abril, reforça a necessidade de manter ações contínuas de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença, principalmente na região amazônica, onde se concentra a maior parte dos casos registrados no país.

A data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2007 com o objetivo de mobilizar governos e a população para o enfrentamento da malária e o fortalecimento das políticas públicas de saúde.

Apesar do cenário de atenção, o Brasil tem apresentado avanços. Em 2025, o país registrou o menor número de casos de malária desde 1979, com redução de 15% em relação ao ano anterior. Também houve queda de 30% nos registros da forma mais grave da doença e diminuição de 28% nos óbitos.

A malária é uma doença infecciosa causada por parasitas do gênero  e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles. Os sintomas mais comuns incluem febre, calafrios, dores no corpo, dor de cabeça e cansaço. Em casos mais graves, pode causar complicações como dificuldade respiratória, alterações de consciência e até morte.

O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são considerados fundamentais para interromper a transmissão e evitar agravamentos. O atendimento e a medicação são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A maior incidência da doença no Brasil ocorre na região amazônica, que reúne estados como Amazonas, Pará, Rondônia, Acre e Roraima, o que exige vigilância constante e estratégias específicas para áreas de difícil acesso.

Ações no Amazonas

No Amazonas, as ações de enfrentamento à malária são realizadas de forma contínua ao longo do ano, com reforço em períodos estratégicos. As medidas incluem busca ativa de casos, ampliação do diagnóstico, tratamento oportuno e capacitação de profissionais de saúde.

“Nosso trabalho acompanha as particularidades do território. Atuamos com prevenção, diagnóstico e tratamento, além de fortalecer as equipes de saúde para que as ações alcancem quem mais precisa, principalmente em áreas de difícil acesso”, afirmou a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim.

Entre as iniciativas estão a distribuição de mosquiteiros impregnados com inseticida, a ampliação do uso de testes rápidos e a introdução de novos medicamentos para o tratamento da doença.

“Estamos ampliando o acesso ao diagnóstico e ao tratamento, com a implementação de novas medicações, capacitação dos profissionais e atuação integrada com os municípios prioritários”, destacou a gerente de Malária e Hemoparasitos da Diretoria de Vigilância Ambiental Myrna Barata.

As ações também incluem monitoramento epidemiológico, atuação em territórios indígenas e fortalecimento da vigilância em saúde em todo o estado.

Com Informações do Ministério da Saúde e FVS-AM

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus