Brasil registra 228 mil vagas formais em março e supera projeções do mercado, aponta Caged

Resultado é o segundo melhor para o mês e eleva saldo do ano para mais de 613 mil empregos com carteira assinada

O Brasil registrou a criação de 228.208 vagas de emprego com carteira assinada em março, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado representa um avanço significativo em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram abertas 79.994 vagas.

O desempenho ficou acima das expectativas do mercado financeiro, que projetava a geração de cerca de 170 mil postos formais no mês. Com isso, março se consolida como o segundo melhor resultado para o período na série recente, atrás apenas de 2024. No mês, foram registradas mais de 2,5 milhões de admissões contra cerca de 2,29 milhões de desligamentos, refletindo um saldo positivo no mercado formal de trabalho.

Com o resultado, o saldo acumulado no primeiro trimestre de 2026 chegou a 613.373 vagas. Já no recorte de 12 meses, entre abril de 2025 e março de 2026, o país criou mais de 1,21 milhão de empregos formais.

Entre os setores, o destaque ficou com o segmento de serviços, responsável pela maior parte das contratações, com saldo de 152.391 vagas. Também tiveram desempenho positivo a construção civil, a indústria e o comércio. Na contramão, a agropecuária registrou fechamento de postos de trabalho no período, com saldo negativo de 18.096 vagas.

Na análise por estados, a maioria apresentou crescimento no emprego formal. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideraram a geração de vagas, enquanto Alagoas, Mato Grosso e Sergipe tiveram os principais resultados negativos.

Apesar da expansão nas contratações, o salário médio de admissão apresentou leve recuo em relação ao mês anterior, ficando em R$ 2.350,83. Ainda assim, na comparação anual, houve ganho real de 1,8%. Os dados indicam continuidade na geração de empregos formais, com resultados acima das projeções, embora com diferenças entre setores e regiões.

Com Informações do Site O Globo

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus