A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) subiu para 80,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em março, segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil. Em fevereiro, o índice estava em 79,2%. Em valores nominais, a dívida passou de R$ 10,178 trilhões para R$ 10,356 trilhões no período.
Apesar da alta, o nível ainda está abaixo do pico registrado em dezembro de 2020, quando atingiu 87,6% do PIB, em meio aos gastos extraordinários da pandemia. Já o menor patamar da série histórica foi observado em dezembro de 2013, com 51,5% do PIB.
Pelo critério do Fundo Monetário Internacional, a dívida bruta apresentou movimento diferente e recuou de 94% para 92% do PIB no mesmo período. O indicador considera uma metodologia distinta de cálculo e é utilizado para comparações internacionais.
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que leva em conta as reservas internacionais, também avançou e chegou a 66,8% do PIB em março, o maior nível da série histórica iniciada em 2001. Em valores absolutos, o montante atingiu R$ 8,643 trilhões.
O aumento dos juros tem pressionado as contas públicas. Em março, o setor público consolidado registrou gasto de R$ 118,8 bilhões com juros, acima dos R$ 84,2 bilhões registrados em fevereiro. No acumulado de 12 meses, as despesas com juros somam R$ 1,08 trilhão, equivalente a 8,35% do PIB.
No primeiro trimestre de 2026, os gastos com juros chegaram a R$ 266,6 bilhões, reforçando o impacto do custo da dívida sobre as contas públicas. Em 2025, pela primeira vez na série histórica, o total de despesas líquidas com juros superou a marca de R$ 1 trilhão em 12 meses.
A DBGG é um dos principais indicadores acompanhados por investidores e agências de classificação de risco para avaliar a capacidade de pagamento do país. Quanto maior o endividamento, maior a pressão sobre o equilíbrio fiscal.
Com Informações do UOL
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






