A estatueta do Oscar pertencente ao diretor russo Pavel Talankin foi localizada após desaparecer durante um voo entre os Estados Unidos e a Alemanha. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (1º) pela Lufthansa.
O prêmio havia sido conquistado por Talankin na categoria de melhor documentário com o filme Um Zé Ninguém contra Putin. O desaparecimento ocorreu após o diretor ser orientado a despachar a estatueta no Aeroporto Internacional John F. Kennedy International Airport, antes do embarque para Frankfurt.
Despacho obrigatório e desaparecimento
De acordo com relato do codiretor David Borenstein, publicado nas redes sociais, agentes da Transportation Security Administration consideraram a estatueta, que pesa cerca de 3,8 kg, como um possível risco à segurança.
Segundo Borenstein, Talankin não possuía bagagem para despacho no momento e o objeto foi colocado em uma caixa para ser transportado no porão da aeronave. Após o voo, a estatueta não foi localizada.
“Pavel não tinha uma mala para despachá-lo, então a TSA colocou o Oscar em uma caixa e o enviou para o porão do avião”, relatou o codiretor.
Localização do prêmio e posicionamento da companhia
Em nota, a Lufthansa informou que o item foi encontrado em Frankfurt e está sob custódia da companhia. A empresa afirmou que mantém contato com o passageiro para organizar a devolução.
“Podemos confirmar que a estatueta do Oscar foi localizada e está em segurança sob nossos cuidados em Frankfurt. Estamos em contato direto com o passageiro para providenciar sua devolução pessoal o mais rápido possível”, declarou um porta-voz.
A companhia também informou que abriu uma revisão interna sobre o ocorrido e pediu desculpas pelo transtorno.
Questionamentos sobre o procedimento
Em entrevista ao site Deadline, Talankin afirmou não compreender a decisão de classificar o prêmio como risco.
“Era completamente incompreensível como eles consideram um Oscar uma arma”, disse o diretor. Ele afirmou ainda que já havia transportado a estatueta em voos anteriores na cabine, sem restrições.
A TSA não respondeu aos pedidos de esclarecimento sobre o caso.
Contexto do documentário
O filme premiado foi codirigido por Talankin e Borenstein e utiliza imagens gravadas ao longo de dois anos em uma escola na região de Chelyabinsk, na Rússia. O material mostra a exposição de estudantes a mensagens relacionadas à guerra na Ucrânia durante o governo de Vladimir Putin.
Talankin, de 35 anos, deixou a Rússia em 2024. Segundo ele, o documentário foi produzido como registro dos impactos do contexto político sobre estudantes.
Com informações da Folha de São Paulo*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






