Irã envia proposta de negociação aos EUA por meio do Paquistão, dizem fontes

Plano foi encaminhado a mediadores paquistaneses em meio a tensões no Golfo e impacto no mercado de petróleo
Foto: Reuters/Adnan Abidi/proibida a reprodução

 

O Irã enviou uma proposta de negociação aos Estados Unidos por meio de mediadores do Paquistão, segundo fontes ouvidas pela CNN nesta sexta-feira (1º). A informação também foi confirmada pela agência estatal iraniana IRNA, que relatou o envio de um plano às autoridades paquistanesas.

De acordo com a IRNA, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghai, afirmou em entrevista à televisão estatal na quinta-feira (30) que o fim do conflito e a busca por paz duradoura são prioridades de Teerã nas negociações com Washington.

Proposta sem detalhes e reação do mercado

O conteúdo da proposta não foi divulgado. Também não há confirmação de que o plano já tenha sido repassado ao governo norte-americano.

Após a divulgação da informação, houve queda nos preços globais do petróleo. O movimento ocorre em meio a um cenário de instabilidade no fornecimento de energia.

Impacto no Estreito de Ormuz e fornecimento global

O bloqueio do Estreito de Ormuz interrompeu cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás. Paralelamente, a Marinha dos Estados Unidos mantém ações que afetam as exportações de petróleo bruto iraniano.

Esse contexto elevou os preços de energia e ampliou preocupações sobre desaceleração econômica global.

Cessar-fogo e risco de novos ataques

Um cessar-fogo está em vigor desde 8 de abril. Ainda assim, informações de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria sido informado sobre possíveis novos ataques elevaram as tensões.

Segundo essas informações, os ataques teriam como objetivo pressionar o Irã a negociar. Na quinta-feira, os preços do petróleo atingiram o maior nível em quatro anos.

Resposta militar em avaliação

O Irã ativou sistemas de defesa aérea e avalia responder a eventuais ataques. Fontes iranianas ouvidas pela Reuters indicam que o governo trabalha com a hipótese de uma ofensiva de curta duração por parte dos Estados Unidos, possivelmente seguida por ação de Israel.

As mesmas fontes afirmam que autoridades iranianas consideram uma resposta de maior escala caso o cenário se concretize.


Com informações da CNN*

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus