Tori Penso quebra barreira histórica e será a primeira mulher a apitar na Copa de 2026

Norte-americana apitará Tchéquia x África do Sul e amplia presença feminina no principal torneio do futebol

A Copa do Mundo de 2026 terá mais um capítulo histórico para a arbitragem feminina. A Fifa confirmou a norte-americana Tori Penso como responsável por conduzir a partida entre Tchéquia e África do Sul, válida pela segunda rodada da fase de grupos do torneio.

A escolha coloca a árbitra entre os protagonistas do Mundial e reforça a crescente presença das mulheres em funções de destaque nas principais competições organizadas pela entidade máxima do futebol.

Tori Penso construiu uma trajetória marcada por conquistas inéditas. Em 2023, tornou-se a primeira árbitra dos Estados Unidos a apitar uma final de Copa do Mundo ao comandar a decisão do Mundial Feminino entre Espanha e Inglaterra. Já em 2025, voltou a ganhar projeção internacional ao integrar a equipe de arbitragem do Mundial de Clubes, sendo a única mulher entre os profissionais selecionados para a competição.

Natural da cidade de Stuart, na Flórida, ela iniciou sua relação com a arbitragem ainda jovem. Formada em marketing pela Universidade Estadual da Flórida, chegou a atuar na iniciativa privada antes de optar definitivamente pela carreira dentro dos gramados. Seu crescimento profissional ganhou impulso em 2013, quando passou a integrar o quadro oficial da Federação de Futebol dos Estados Unidos.

Outro momento marcante ocorreu em 2020. Naquele ano, Tori se tornou a primeira mulher em duas décadas a apitar uma partida da Major League Soccer, a principal liga masculina do futebol norte-americano. A partir desse feito, passou a receber convocações frequentes para torneios internacionais promovidos pela Fifa.

A presença feminina na arbitragem do Mundial de 2026 não se resume à norte-americana. Ao todo, seis mulheres foram selecionadas para integrar a equipe de arbitragem da competição. Além de Tori Penso, a mexicana Katia Itzel García foi escolhida para atuar como árbitra principal.

O grupo ainda conta com Kathryn Nesbitt, dos Estados Unidos, Sandra Ramírez e Enriqueta Caudillo, do México, além de Tatiana Guzmán, da Nicarágua. Elas desempenharão funções como assistentes de arbitragem e apoio ao sistema de árbitro de vídeo, o VAR.

A participação das profissionais representa mais um avanço na inclusão feminina no futebol de alto rendimento. O movimento ganhou força em 2022, quando a francesa Stéphanie Frappart entrou para a história ao se tornar a primeira mulher a apitar uma partida de Copa do Mundo masculina, durante o torneio disputado no Catar.

 

 

 

Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus

Foto: FIFA