Em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não descarta abandonar as negociações com o Irã. A declaração foi feita após o republicano demonstrar insatisfação com uma proposta recente apresentada por Teerã.
“Francamente, talvez seja melhor não fazer acordo nenhum. Quer saber a verdade? Porque não podemos deixar isso continuar”, disse Trump. “Já está durando tempo demais.”
Mais cedo, o presidente já havia indicado à imprensa que considera diferentes caminhos para lidar com a situação. Segundo ele, as opções incluem intensificar ações militares ou tentar manter o diálogo diplomático, apesar das dificuldades nas negociações.
O impasse ocorre em um cenário de guerra aberta. O conflito teve início em 28 de fevereiro, após uma ofensiva coordenada entre Estados Unidos e Israel que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. A operação também atingiu integrantes do alto escalão do governo iraniano e estruturas militares.
Desde então, a resposta do Irã incluiu ataques contra diversos países do Oriente Médio, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Catar. Segundo autoridades iranianas, os alvos são interesses ligados aos Estados Unidos e a Israel nessas regiões.
Os números do conflito indicam impacto significativo. De acordo com uma organização de direitos humanos com sede nos Estados Unidos, mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início da guerra. Já o governo americano contabiliza ao menos 13 militares mortos em ataques atribuídos ao regime iraniano.
A crise também se estendeu ao Líbano, onde o grupo armado Hezbollah, aliado do Irã, realizou ataques contra Israel. Em resposta, forças israelenses intensificaram bombardeios no território libanês, onde já foram registradas mais de 2.500 mortes.
Com a morte de grande parte da cúpula iraniana, um novo líder supremo foi escolhido: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Analistas avaliam que a escolha indica continuidade na condução política do país.
Trump criticou a decisão, classificando-a como um “grande erro” e afirmando anteriormente que a escolha seria “inaceitável”. As declarações ocorrem enquanto o cenário diplomático permanece indefinido e as negociações seguem sem avanços concretos.
Com informações da CNN e G1*
Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus
Foto: Mark Schiefelbein / AP






