Amazonas decreta emergência climática para enfrentar risco de seca e queimadas

Medida preventiva vale por 180 dias e mobiliza órgãos estaduais diante da previsão de redução das chuvas e aumento das temperaturas

O Amazonas entrou em estado de emergência climática e ambiental diante das previsões de uma nova temporada de seca severa. A medida, com validade inicial de 180 dias, foi adotada de forma preventiva para preparar o estado para possíveis impactos provocados pelo fenômeno El Niño, como redução das chuvas, queda dos níveis dos rios, queimadas e ondas de calor.

O decreto foi publicado pelo Governo do Estado após análises de órgãos nacionais e internacionais de monitoramento climático apontarem um cenário de risco para o segundo semestre de 2026 e o início de 2027.

Seca preocupa autoridades

A decisão leva em consideração projeções que indicam temperaturas acima da média histórica e diminuição do volume de chuvas em diversas regiões da Amazônia.

A preocupação é que o cenário provoque dificuldades no abastecimento de água, prejuízos à produção rural, impactos na navegação e aumento dos focos de incêndio florestal.

Nos últimos anos, períodos de estiagem extrema afetaram milhares de famílias amazonenses, especialmente em municípios dependentes do transporte fluvial.

Órgãos terão atuação integrada

Com o decreto, diferentes áreas do governo passam a atuar de forma coordenada para monitorar e reduzir os impactos dos eventos climáticos extremos.

A Defesa Civil ficará responsável pelo acompanhamento das condições hidrológicas e meteorológicas, além da gestão de riscos e da produção de informações estratégicas.

Já os órgãos ambientais deverão intensificar ações de fiscalização, monitoramento e prevenção de queimadas e incêndios florestais.

Saúde e produção rural estão entre os focos

O plano de preparação também prevê ações voltadas à saúde pública. Entre os principais riscos monitorados estão os efeitos das ondas de calor, a piora da qualidade do ar causada pela fumaça das queimadas e possíveis impactos relacionados à escassez de água.

Na área econômica, a atenção estará voltada principalmente para os setores agropecuário, pesqueiro e aquícola, que costumam sofrer impactos diretos durante períodos prolongados de estiagem.

El Niño está no radar

Segundo os estudos citados pelo governo, há indicativos de que o fenômeno El Niño possa influenciar o clima da região nos próximos meses.

Tradicionalmente, o fenômeno está associado à redução das chuvas na Amazônia e ao aumento das temperaturas, criando condições favoráveis para queimadas e agravamento da seca.

A expectativa é que as medidas preventivas permitam uma resposta mais rápida dos órgãos estaduais caso os cenários projetados para os próximos meses se confirmem.

Com Informações G1
Foto: Foto: Roney Elias/Rede Amazônica
Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus