Depois da comemoração do jogo do Brasil, o excesso de bebidas alcoólicas pode deixar sinais no corpo no dia seguinte. A ressaca ocorre por uma combinação de fatores como desidratação, alterações no metabolismo, irritação do estômago e impactos na qualidade do sono.
O álcool é processado pelo fígado e transformado em acetaldeído, uma substância que contribui para sintomas como mal-estar, fadiga e desconforto.
A desidratação também tem papel importante, já que o álcool reduz a ação do hormônio antidiurético (ADH), aumentando a eliminação de líquidos pelo organismo.
Principais sintomas da ressaca
Entre os efeitos mais comuns estão:
- Dor de cabeça;
- Boca seca;
- Cansaço;
- Fraqueza;
- Náusea;
- Desconforto abdominal;
- Sensibilidade à luz e ao som;
- Alteração no humor.
Segundo especialistas, o álcool também prejudica o sono, tornando o descanso menos eficiente mesmo após várias horas dormindo.
O que pode ajudar a melhorar a ressaca
Algumas medidas podem auxiliar o corpo durante a recuperação:
Hidrate-se
Beber água ajuda a repor líquidos perdidos durante o consumo de álcool. Bebidas com eletrólitos também podem auxiliar na reposição de minerais.
Faça refeições leves
Alimentos de fácil digestão podem ajudar a recuperar energia e estabilizar os níveis de glicose, principalmente após períodos sem comer.
Descanse
O organismo precisa de tempo para metabolizar o álcool e recuperar o equilíbrio após a ingestão.
Evite continuar bebendo
Consumir mais álcool para tentar aliviar os sintomas pode prolongar o processo de recuperação.
Por que algumas pessoas têm ressacas mais fortes?
A intensidade da ressaca varia de pessoa para pessoa. Fatores como genética, funcionamento do fígado, medicamentos utilizados, alimentação e quantidade ingerida influenciam nos sintomas.
Especialistas também apontam que diferentes bebidas podem causar efeitos distintos devido aos chamados congêneres, compostos formados durante a fermentação e envelhecimento.
Bebidas como vinho tinto, uísque e conhaque costumam estar associadas a ressacas mais intensas em algumas pessoas, enquanto bebidas como vodca e gim podem apresentar menor quantidade desses compostos.
Mesmo assim, a quantidade consumida e a sensibilidade individual continuam sendo os principais fatores.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






