O Brasil entrou oficialmente na contagem regressiva para receber a Copa do Mundo Feminina de 2027. Nesta quarta-feira (24), faltando exatamente um ano para o início da competição, o país celebra a aproximação de um marco histórico: será a primeira vez que o Mundial feminino acontecerá em território brasileiro e também na América do Sul.
A competição está programada para ocorrer entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027. A escolha do Brasil como sede foi confirmada em maio de 2024, durante o Congresso da Fifa realizado na Tailândia, quando a candidatura brasileira superou a proposta conjunta apresentada por Alemanha, Bélgica e Holanda.
Oito estádios receberão partidas do torneio
O planejamento prevê a utilização de oito arenas espalhadas pelo país. Entre elas está o Mineirão, em Belo Horizonte, confirmado como uma das sedes da competição.
A previsão inicial indica que o estádio mineiro receberá cinco jogos da fase de grupos, além de uma partida das oitavas de final, uma das quartas e a disputa do terceiro lugar. A Fifa, porém, ainda poderá promover ajustes na programação antes da divulgação oficial do calendário detalhado.
Chance inédita para a Seleção Brasileira
A Copa de 2027 também representa uma oportunidade histórica para a Seleção Brasileira feminina buscar seu primeiro título mundial diante da torcida.
A melhor campanha do Brasil ocorreu em 2007, quando a equipe chegou à decisão disputada na China, mas acabou derrotada pela Alemanha por 2 a 0 na final. Desde então, o sonho do título segue como um dos principais objetivos da modalidade.
Além da busca pelo troféu, a realização do Mundial em casa é vista como uma oportunidade para ampliar investimentos, fortalecer competições nacionais e inspirar novas gerações de atletas em todo o país.
Escolha da sede marcou mudança histórica
A definição do Brasil como anfitrião também entrou para a história da Fifa. Pela primeira vez, a escolha da sede ocorreu por votação durante um Congresso da entidade, envolvendo mais de 200 associações filiadas.
A candidatura brasileira recebeu 119 votos, contra 78 da proposta europeia, além de 14 abstenções. O processo substituiu o antigo modelo, em que a decisão ficava concentrada em um conselho menor da entidade.
Com um ano para os primeiros jogos, o país agora concentra esforços na preparação da infraestrutura, na organização logística e na construção de um legado que possa impulsionar definitivamente o futebol feminino brasileiro.
Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus
Foto: Giovanna Borges/SVM






