“A população não fica desassistida”, diz Aldeniza sobre fechamento de antigas unidades em Manaus

Subsecretária afirma que desativação das chamadas casinhas ocorre com planejamento, estudo territorial e remanejamento das equipes

A desativação das chamadas “casinhas” de saúde em Manaus tem provocado questionamentos entre moradores de bairros atendidos pela rede municipal. As estruturas menores, instaladas principalmente em áreas mais vulneráveis da capital, estão sendo gradualmente substituídas por unidades maiores e reformadas, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Durante entrevista ao programa A Voz do Amazonas, a subsecretária de Gestão da Saúde em exercício, Aldeniza Araújo, afirmou que muitas dessas unidades antigas não possuem mais condições adequadas para funcionamento.

“Casinha tem 32 metros, tem apenas um consultório, uma salinha e não tem nenhuma recepção. E um banheiro, sem condições de ser uma unidade de saúde”, declarou.

Segundo Aldeniza, o processo de desativação ocorre conforme novas unidades são entregues em regiões consideradas prioritárias pela rede municipal.

Planejamento antes do fechamento

A subsecretária afirmou que o encerramento das atividades dessas estruturas é acompanhado de um planejamento territorial para evitar que moradores deixem de receber atendimento.

“Quando a gente vai desativar, a gente já fez um planejamento, um estudo, para onde aquela equipe vai ser recebida, onde aquela população deve ser referenciada”, explicou.

Ela também destacou que há reuniões com moradores e lideranças comunitárias antes das mudanças serem efetivadas.

“Existe um planejamento, se faz a georreferência, estuda a localidade, reúne com a população, reúne com a liderança comunitária”, disse.

“Não dá para chamar aquilo de unidade de saúde”

Durante a entrevista, Aldeniza afirmou que parte das estruturas antigas não atende mais às exigências atuais de funcionamento da atenção básica.

“Primeiro, de 32 metros não condiz. Não dá para a gente chamar aquilo de unidade de saúde”, afirmou.

Apesar das críticas às antigas estruturas, ela ressaltou que o processo de substituição ocorre de forma gradual.

“Em nenhum momento a população fica desassistida”, declarou.

Segundo a subsecretária, a estratégia da Semsa é concentrar as equipes em unidades maiores, com melhor estrutura física, mais consultórios e capacidade para ampliar o atendimento da população.

 

Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus