Em Manaus, a Editora Valer realizou neste último sábado (27), a primeira edição do projeto Café com Poesia, que terá como convidado o poeta Aldisio Filgueiras, membro da Academia Amazonense de Letras, para o lançamento de sua mais recente obra, De voz em voz nossos avós chegam até nós (desde três narrativas Kotiria).
Considerado um dos nomes mais importantes da literatura amazonense contemporânea, Aldisio Filgueiras apresenta ao público uma obra marcada pela musicalidade, pela força imagética e pela valorização da tradição oral indígena.
O conteúdo literário conduz o leitor por uma experiência poética singular, na qual memória, ancestralidade e linguagem se entrelaçam em versos de grande intensidade estética, além de resgatar narrativas indígenas da etnia cotíria e confirma a atividade literária do autor após ele ser dado como morto por uma ferramenta tecnológica apresentada em três poemas baseados em narrativas da etnia cotíria, oriunda do Alto Rio Negro.
Para a coordenadora editorial Neiza Teixeira, Dra. Em Filosofia e autora, este é um dos mais belos livros da criação de Aldisio Filgueiras e, certamente, da poesia brasileira. Inclusive, ele é surpreendente porque provoca uma ruptura com a poética urbana, que sempre foi o campo de escrita do poeta.
Conhecido por ser uma das vozes mais críticas da literatura urbana e membro da Academia Amazonense de Letras (AAL), Filgueiras expande sua fronteira poética nesta nova publicação. O trabalho resultou de uma experiência de tradução feita em parceria com duas professoras doutoras em Linguística e Antropologia, vinculadas à Universidade Federal do Espírito Santo e à Universidade do Estado de Maryland, nos Estados Unidos.
Nascido em Manaus, Aldísio Filgueiras é um artista múltiplo que atua como poeta, jornalista, compositor e dramaturgo, além de ser membro da Academia Amazonense de Letras (AAL). É Reconhecido como um dos nomes mais combativos da literatura regional, sendo o primeiro a romper com o saudosismo para apresentar uma visão crítica da urbanização e da pobreza periférica de Manaus.
Além de ter sido um dos fundadores do Teatro Experimental do Serviço Social do Comércio (TESC), Aldísio também deixou uma marca indelével na música popular amazonense como coautor de “Porto de Lenha”, considerado um dos maiores hinos informais da cidade.
Com informações da Assessoria de Comunicação da Ed. Valer*
Por Leidy Amaral, da redação da Jovem Pan News Manaus






