Amazonas amplia brigadas contra queimadas e quase triplica efetivo de combate a incêndios florestais

Estado passou de 60 para 198 brigadistas em áreas consideradas críticas da Amazônia; ações miram período de estiagem em 2026

O Amazonas ampliou em mais de três vezes o número de brigadistas voltados ao combate de incêndios florestais e queimadas em áreas críticas da Amazônia. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis mostram que o estado saiu de três brigadas com 60 agentes até 2022 para oito equipes com 198 brigadistas em 2026. As equipes estão distribuídas em municípios considerados estratégicos para prevenção e combate ao fogo, como Humaitá, Lábrea, Apuí, Autazes, Manicoré, Nova Olinda do Norte e Barreirinha.

O reforço integra as ações do PrevFogo, centro especializado do Ibama responsável pela prevenção e combate aos incêndios florestais no país. A ampliação ocorre em meio às preocupações com a chegada do período de estiagem e após anos de aumento das queimadas em áreas da Amazônia.

Segundo o planejamento nacional do órgão ambiental, mais de 120 brigadas e cerca de 2.600 brigadistas devem atuar em todo o Brasil em 2026, com prioridade para estados da Amazônia Legal. No Amazonas, as brigadas foram instaladas em assentamentos rurais e terras indígenas consideradas áreas sensíveis para ocorrência de incêndios florestais.

Entre os locais atendidos estão o Projeto de Assentamento Maria Auxiliadora, em Humaitá; assentamentos federais em Lábrea; a Terra Indígena Tenharim Marmelos, em Manicoré; e a Terra Indígena Andirá Marau, em Barreirinha. Além da atuação direta em incêndios, as equipes também desenvolvem ações preventivas, orientação comunitária e monitoramento de áreas sob risco de queimadas durante o período mais seco do ano.

O reforço operacional acontece em paralelo ao avanço de investimentos em fiscalização ambiental na Amazônia. Entre as iniciativas está o FortFisc, programa financiado pelo Fundo Amazônia que prevê investimento de R$ 825,7 milhões para modernização da estrutura de fiscalização do Ibama.

“A estratégia busca consolidar a meta brasileira de desmatamento ilegal zero até 2030”, afirmou o superintendente do Ibama no Amazonas, Joel Araújo.

O projeto inclui aquisição de helicópteros, drones, bases móveis e sistemas de inteligência artificial para ampliar o monitoramento ambiental em áreas remotas da floresta. Dados recentes do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, apontam que o Amazonas registrou redução de 30,1% no desmatamento no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado.

Especialistas avaliam que parte da redução está relacionada ao fortalecimento da fiscalização integrada, ampliação do monitoramento remoto e reforço das ações preventivas em municípios com histórico de pressão ambiental.

Com Informações do Ibama-AM

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus