As atividades de corte, arraste e transporte de madeira em áreas licenciadas do Amazonas poderão ser retomadas a partir deste sábado, 16, após o fim do período de Defeso Florestal 2026. A suspensão temporária das operações termina nesta sexta-feira, 15, depois de quatro meses de restrição durante o período mais chuvoso da região amazônica.
Segundo o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas, a medida esteve em vigor desde 15 de janeiro e tem como objetivo reduzir impactos ambientais em áreas consideradas mais sensíveis durante o inverno amazônico. Durante esse período, o Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor) permaneceu bloqueado para novas declarações de corte.
De acordo com o órgão ambiental, cerca de 64 Planos de Manejo Florestal Sustentável terão as operações liberadas nesta nova etapa. Os municípios com maior número de planos desbloqueados são Novo Aripuanã, com nove; Manicoré, com oito; além de Lábrea e Humaitá, com sete planos cada.
“O defeso existe justamente para respeitar esse período mais delicado provocado pelas chuvas. Agora, as atividades poderão ser retomadas de forma organizada e com o devido acompanhamento ambiental”, afirmou o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço.
A gerente de Controle Florestal do órgão, Crystianne Bentes, informou que a retomada acontece mediante análise técnica dos processos licenciados.
“Todo o processo ocorre mediante análise técnica do órgão ambiental, garantindo que apenas os planos sem pendências voltem a operar”, explicou.
Para realizar manejo florestal legalmente, o interessado precisa possuir documento de posse da terra e solicitar autorização ambiental junto ao Ipaam. Após análise técnica, são avaliados critérios como inventário florestal, espécies protegidas, maquinário utilizado e volume autorizado para exploração.
A fiscalização contra desmatamento ilegal e transporte irregular de madeira continua sendo realizada no estado. Denúncias podem ser feitas pelo WhatsApp da Gerência de Fiscalização Ambiental: (92) 98557-9454.
Com Informações do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas.
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






