Amazonas registra 10% de nascimentos sem nome do pai e promove mutirão de reconhecimento

Entre 2016 e 2025, 9,5% dos registros de nascimento no Amazonas não incluíram o nome do pai, acima da média nacional de 7%. Para enfrentar o problema, a Defensoria Pública do Amazonas realiza a campanha “Eu Tenho Pai”, oferecendo exames de DNA e orientação jurídica.

No Amazonas, cerca de 10% dos nascimentos registrados em 2025 não incluíram o nome do pai, segundo dados da Arpen-Brasil. A Defensoria Pública do Estado promove a campanha “Eu Tenho Pai”, com exames de DNA gratuitos e atendimento jurídico, para auxiliar no reconhecimento de paternidade e correção de registros de nascimento.

Entre 2016 e 2025, foram emitidos 693.683 registros de nascimento no Amazonas, sendo 66.240 sem o nome dos pais, o que representa 9,5% do total. No ano de 2025, dos 82.671 nascimentos, 8.200 não tiveram o pai registrado, cerca de 10%, acima da média nacional de 7%. Em todo o país, 1.644.528 crianças foram registradas sem o nome do pai no mesmo período.

A campanha “Eu Tenho Pai”, organizada pela Defensoria Pública do Amazonas (DPE), oferece exames de DNA e orientação jurídica para reconhecimento voluntário ou investigação de paternidade. Entre os casos atendidos está o de Gleisi de Souza Silva, de 42 anos, que realizou exame de DNA para confirmar o vínculo com Geraldo Gripena Noronha Sobrinho, de 64 anos. Apesar de criada por pais socioafetivos, Gleisi buscou a confirmação biológica, fortalecendo a convivência familiar.

O mutirão também atende casos de maternidade socioafetiva, como o de Eline da Silva Souza, que buscou reconhecimento junto ao filho Benjamin, garantindo segurança jurídica em viagens e atendimentos médicos. Outros atendimentos envolvem confirmações de vínculos afetivos com possível relação biológica, sem alterar a convivência familiar existente.

Sarah Lobo, coordenadora da Área de Família e da campanha, destacou que o número de crianças sem registro do pai no Amazonas está acima da média nacional, e que a iniciativa visa reduzir essa estatística, com efeitos legais, familiares e sociais.

Para a campanha deste ano, foram disponibilizadas 870 vagas, sendo 620 em Manaus e 250 no interior. Em Manaus, o mutirão começou no dia 24, com 120 atendimentos virtuais, e outros 500 atendimentos presenciais foram agendados para este sábado, atendendo pessoas que não puderam comparecer por questões de trabalho, locomoção ou residência em outro município.

Com informações da Assessoria.

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.