A restauração da Catedral da Dormição, em Kiev, pode levar cerca de dois anos. A estimativa foi divulgada nesta terça-feira pelo diretor do complexo religioso, Maksim Ostapenko, após os danos causados por um ataque russo à capital da Ucrânia.
O incêndio que atingiu a catedral ocorreu durante uma ofensiva lançada na segunda-feira, quando a Ucrânia registrou ataques com 611 drones e 70 mísseis. Segundo autoridades ucranianas, pelo menos 11 pessoas morreram em diferentes regiões do país.
Durante entrevista coletiva realizada no local, Ostapenko afirmou que a previsão inicial para conclusão dos trabalhos é de aproximadamente dois anos.
“Segundo as estimativas de nossos especialistas, supondo que tudo corra bem, os trabalhos de restauração e renovação podem durar cerca de dois anos”, declarou.
De acordo com uma avaliação preliminar, os danos ao complexo religioso foram estimados em cerca de 500 milhões de hryvnias, o equivalente a aproximadamente R$ 56 milhões. Um levantamento mais detalhado deverá ser apresentado nos próximos dias.
A coletiva ocorreu ao lado de partes da cobertura destruída pelo incêndio e de uma cruz dourada retirada da estrutura atingida.
Equipes de trabalhadores iniciaram a instalação de uma cobertura provisória para proteger o edifício e preservar a coleção de ícones religiosos mantida no local.
Patrimônio Mundial
O Mosteiro das Cavernas de Kiev é um dos principais centros religiosos da tradição ortodoxa e integra a lista de Patrimônio Mundial da UNESCO.
O complexo foi fundado no século XI e possui importância histórica para cristãos ortodoxos da Ucrânia e da Rússia.
A Catedral da Dormição já havia sido destruída durante a Segunda Guerra Mundial. A reconstrução do templo foi concluída apenas na década de 1990.
Unesco condena ataque
A Unesco condenou os danos causados ao patrimônio cultural durante o ataque. Em publicação na rede social X, a organização informou que o incêndio provocou impactos tanto na parte externa quanto interna da catedral.
“A Unesco condena ataques contra bens culturais, instituições educacionais, estudantes, profissionais da educação e profissionais da mídia protegidos pelo direito internacional”, afirmou a entidade.
Apesar dos danos, a administração do complexo estuda a retomada das visitas ao Mosteiro das Cavernas de Kiev.
Segundo Ostapenko, a medida está sendo avaliada paralelamente aos trabalhos emergenciais de proteção da estrutura.
Com informações do O Globo*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






