Palestinos da Cisjordânia e de uma área central da Faixa de Gaza participaram, neste sábado, 25, de eleições municipais realizadas em meio ao conflito no Oriente Médio e após um longo período sem votação em parte do território.
Ao todo, cerca de 1,5 milhão de eleitores estavam aptos a votar na Cisjordânia, enquanto aproximadamente 70 mil participaram do processo em Deir al-Balah, uma das poucas áreas de Gaza onde foi possível organizar a eleição. O pleito marca a retomada de votações no território de Gaza após quase duas décadas e ocorre em um cenário de guerra iniciada em 2023, que impacta diretamente a logística e a participação eleitoral.
A maioria das candidaturas está ligada ao partido Fatah, liderado pelo presidente Mahmoud Abbas, ou é formada por listas independentes. O grupo Hamas, que controla a Faixa de Gaza, não apresentou candidatos oficialmente.
Em várias cidades, como Ramallah e Nablus, apenas uma lista foi registrada, o que resulta na eleição automática dos candidatos, sem necessidade de votação. A realização do pleito enfrenta limitações estruturais. Em Gaza, as urnas foram fechadas mais cedo devido à falta de energia elétrica, condição que também influencia a apuração dos votos. Mesmo diante das restrições, moradores destacaram a importância simbólica da votação.
“Embora não se pareça com nenhuma outra eleição no mundo, é uma confirmação de que seguimos existindo”, afirmou uma eleitora à imprensa internacional.
A eleição também ocorre em um contexto político fragmentado. A Autoridade Palestina busca reforçar sua presença em Gaza, de onde foi afastada em 2007, enquanto o território permanece dividido. Analistas avaliam que o resultado pode influenciar discussões sobre a realização de eleições nacionais, que não ocorrem há quase 20 anos.
O cenário econômico também pressiona a região. A Autoridade Palestina enfrenta dificuldades financeiras, agravadas pela retenção de receitas tributárias por Israel, o que impacta serviços públicos e o pagamento de salários.
O pleito deste sábado ocorre em meio a incertezas políticas e aos efeitos do conflito, mantendo o processo eleitoral como um elemento simbólico dentro de um contexto de instabilidade prolongada.
Com Informações do G1 e CNN Brasil
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






