Comunidades ribeirinhas do Amazonas são beneficiadas com abastecimento de água por meio de projetos sociais

Localizadas à margem esquerda do Baixo Rio Negro, as comunidades Agrovila e Julião, receberão a implantação dos sistemas fotovoltaicos e passarão a contar com maior autonomia operacional.

Comunidades ribeirinhas do Amazonas recebem ações sustentáveis que contemplam a reabilitação e a adequação dos sistemas de abastecimento de água, diante das interrupções no fornecimento de energia elétrica, variações sazonais dos rios e períodos de seca intensificados pelas mudanças climáticas.

A implantação de sistemas de bombeamento movidos à energia solar integra esse conjunto de medidas, reduzindo a dependência exclusiva da rede elétrica convencional, por meio de equipamentos estruturados para fortalecer a autonomia das comunidades, adotando um processo construído coletivamente em atividades de formação, oficinas temáticas e capacitações técnicas voltadas aos moradores, permitindo que a própria comunidade participe da gestão, da operação e da manutenção dos sistemas.

Na comunidade ribeirinha Agrovila, as ações incluem a reabilitação do sistema de abastecimento de água, atualmente em fase de conclusão, a reativação de um reservatório com capacidade para cinco mil litros que estava inoperante e adequações estruturais realizadas em parceria com a associação comunitária para a instalação de um segundo reservatório com a mesma capacidade.

A ampliação do armazenamento contribuirá para manter o abastecimento por mais tempo durante falhas de energia ou outras situações que afetem a operação do sistema. Também estão previstas a instalação de uma nova bomba, com maior capacidade, e a integração do bombeamento à energia solar.

Na comunidade ribeirinha Julião, a parceria contempla a reabilitação dos dois sistemas de abastecimento existentes, incluindo adequações para a instalação de novas bombas e de sistemas de bombeamento movidos à energia solar. As intervenções buscam aumentar a confiabilidade da infraestrutura, reduzir interrupções e ampliar a capacidade de resposta da comunidade diante de situações que comprometam o abastecimento de água.

Atualmente, o funcionamento das bombas depende exclusivamente da rede elétrica convencional. Em situações de falta de energia, o bombeamento é interrompido, afetando diretamente o acesso das famílias à água. Com a implantação dos sistemas fotovoltaicos e as melhorias realizadas na infraestrutura e no armazenamento, as comunidades passarão a contar com maior redundância e autonomia operacional, reduzindo sua vulnerabilidade às frequentes oscilações elétricas e a outros eventos que possam comprometer o abastecimento.

A iniciativa busca reduzir vulnerabilidades relacionadas às falhas de energia, às limitações da infraestrutura existente e aos eventos climáticos extremos, construindo soluções adaptadas à realidade das comunidades ribeirinhas e fortalecendo sua participação na gestão da água.

O Projeto Puxirum d’Água foi pensado como um processo construído junto às comunidades, e não apenas como a instalação de uma tecnologia, no objetivo de contribuir para um abastecimento de água mais seguro e resiliente, especialmente diante das falhas recorrentes de energia e dos efeitos cada vez mais presentes das mudanças climáticas. Ampliar a capacidade de armazenamento, incorporar fontes alternativas de energia, compartilhar conhecimentos e fortalecer a autonomia comunitária.

 

Com informações da Assessoria de Comunicação*

Por Leidy Amaral, da redação da Jovem Pan News Manaus