A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou, nesta terça-feira (19), o Reajuste Tarifário Anual (RTA) de 2026 da concessionária Amazonas Energia, que desde abril passou a operar sob o nome Âmbar Energia. Com a decisão, a conta de energia elétrica ficará mais cara no Amazonas a partir do dia 26 de maio.
O reajuste médio para consumidores de baixa tensão será de 3,79%. O grupo inclui residências, pequenos comércios e propriedades rurais. Para os consumidores residenciais da categoria B1, que abrange casas, apartamentos e condomínios, o aumento aprovado foi de 3,77%.
Já os consumidores de alta tensão, categoria formada por indústrias, hospitais, shoppings e grandes estabelecimentos comerciais, terão reajuste médio de 13,24%.
Segundo a Aneel, o efeito médio geral para os consumidores atendidos pela distribuidora será de 6,58%.
A concessionária atende aproximadamente 1,06 milhão de unidades consumidoras em todo o Amazonas.
De acordo com a agência reguladora, os índices aprovados foram reduzidos após a antecipação de recursos da repactuação de cotas de Uso de Bem Público (UBP), no valor de R$ 735 milhões. A medida está prevista na Lei nº 15.235/2025 e ajudou a diminuir o impacto do reajuste tarifário.
A Aneel informou ainda que os principais fatores que influenciaram o aumento foram os custos de aquisição e transporte de energia elétrica, além dos encargos setoriais aplicados ao setor elétrico.
O Reajuste Tarifário Anual ocorre nos anos em que não há Revisão Tarifária Periódica (RTP), procedimento mais amplo que redefine parâmetros como custos operacionais, metas de qualidade e índices de perdas das distribuidoras.
No reajuste anual, a atualização das tarifas considera a inflação prevista em contrato, descontada pelo chamado Fator X, além do repasse de despesas relacionadas à compra e transmissão de energia e aos encargos definidos por legislação federal.
Com informações do G1 AM*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






