Crime organizado no AM: estado pede reforço federal e amplia pressão por bases fluviais e equipamentos

Em agenda no Ministério da Justiça, secretário Anézio Paiva apresentou resultados das operações no interior e solicitou novos investimentos para segurança no estado

O secretário de Segurança Pública do Amazonas, Anézio Paiva, representando o governador Roberto Cidade, cumpriu agenda institucional em Brasília, nessa quarta-feira, 20, para reforçar pedidos de apoio do Governo Federal no combate ao crime organizado no estado.

Durante reuniões no Ministério da Justiça e Segurança Pública, o secretário apresentou resultados da Operação Brasil Contra o Crime Organizado e Segurança Presente, destacando ações integradas no enfrentamento ao narcotráfico, crimes ambientais, crimes contra a vida e crimes patrimoniais, principalmente no interior do Amazonas.

Na Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), Anézio Paiva afirmou que o Amazonas já recebeu cerca de R$ 12 milhões do programa federal para pagamento de diárias de agentes de segurança que atuam nos 61 municípios do interior. Mesmo assim, o secretário reforçou a necessidade de novos investimentos em equipamentos, materiais operacionais e ampliação das Bases Fluviais Integradas.

“Mostramos ao Ministério da Justiça, conforme determinado pelo governador Roberto Cidade, a realidade do Amazonas e a necessidade desse apoio permanente. O estado possui dimensões continentais e enfrenta desafios específicos no combate às organizações criminosas, principalmente nas regiões de fronteira e nos rios”, afirmou Anézio Paiva.

Em reunião com o comando da Força Nacional, o secretário também solicitou reforço operacional para atuação no Amazonas. Atualmente, 64 agentes da tropa federal trabalham em operações integradas nas bases fluviais Arpão, em Coari e Barcelos.

Segundo a SSP-AM, o estado pediu reforço para a Base Arpão de Jutaí, além de apoio às futuras bases móveis Tiradentes e Paulo Pinto Nery. Também foram solicitadas novas viaturas e equipamentos por meio de programas federais de segurança pública.

A agenda em Brasília incluiu ainda reunião com a coordenação-geral de Crimes Cibernéticos, responsável por investigações ligadas ao uso de criptomoedas por facções criminosas para lavagem de dinheiro e financiamento de atividades ilegais. O encontro também discutiu ações relacionadas ao combate à pedofilia e crimes virtuais contra crianças e adolescentes.

Mais de R$ 3,5 milhões em prejuízo ao crime

De acordo com a SSP-AM, desde o início da operação Segurança Presente, as ações integradas causaram mais de R$ 3,5 milhões de prejuízo ao crime organizado no Amazonas.

Segundo os dados divulgados pelo governo estadual, foram apreendidas 35 armas de fogo e mais de 400 quilos de drogas, principalmente no interior do estado. As operações também resultaram na prisão de 40 foragidos da Justiça e mais de 250 prisões em flagrante.

Entre os presos, 132 pessoas foram detidas por envolvimento em crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes.

A operação Segurança Presente foi lançada pelo Governo do Amazonas no início de maio. A primeira fase concentrou reforço policial em Manaus e, posteriormente, as ações foram ampliadas para os demais municípios do estado.

Com Informações da SSP-AM

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus