O cantor David Assayag, um dos nomes conhecidos do Festival de Parintins, participou do programa De Olho na Cidade, da Jovem Pan News Manaus, apresentado pelos jornalistas Tatiana Sobreira e Jackson Nascimento. Durante a entrevista, ele falou sobre sua trajetória no festival, os desafios da carreira e as expectativas para o espetáculo de 2026.
Durante a entrevista, David Assayag relembrou o início de sua carreira em Parintins, quando ainda não cantava toadas e se apresentava em bandas locais com repertório variado.
“Eu voltei para Parintins há 16 anos. Já cantava naquela época, mas ainda não cantava toada. Eu cantava músicas de sucesso do ano, principalmente da década de 80: rock, forró, lambada. Eu fazia parte de uma banda chamada Raiz da Terra”, contou.
Segundo ele, o incentivo para seguir na toada surgiu após conhecer o compositor José Carlos Portilho, que o motivou a experimentar o estilo musical ligado ao festival.
“Quando participei da gravação de um disco com toadas do boi, percebi que aquilo ia crescer. Foi ali que decidi assumir a toada como minha música. Desde então sigo nesse caminho. Já são praticamente 40 anos dedicados à toada”, disse.
Momentos marcantes no festival
O cantor também relembrou apresentações que marcaram sua trajetória no Festival Folclórico de Parintins. Entre elas, destacou a apresentação da toada Romaria nas águas, composta por Cyro Cabral de Parintins.
“Era uma música muito emocionante. No meio da apresentação me deu uma vontade enorme de ajoelhar enquanto cantava. E o mais impressionante foi que o público também se ajoelhou. Foi um momento muito forte dentro do festival”, relatou.
Assayag também comentou que sempre buscou valorizar a festa como um todo, independentemente da rivalidade entre os bois.
“Eu sempre tratei a cultura com paridade. Às vezes isso era mal interpretado, mas sempre divulguei o festival como um todo.”
Carreira e projeção nacional
O levantador de toadas destacou que a carreira ganhou projeção nacional após gravar a música “Vermelho” com a cantora Fafá de Belém, em 1996.
“Ela me abraçou e me levou para todo o Brasil. Participei de vários programas de televisão. Em 1997 eu já estava conhecido em todo o país”, afirmou.
Rotina e desafios na arena
Assayag também falou sobre a rotina e a pressão durante as apresentações no festival. Segundo ele, a ansiedade antes de entrar na arena faz parte da experiência.
“Se acabar aquela ansiedade e o frio na barriga, é melhor parar. Porque aí não tem mais emoção.”
O cantor relatou ainda desafios enfrentados nos últimos anos, incluindo problemas de saúde durante uma edição recente do festival.
“No ano passado fiquei doente na véspera do festival e tive que cantar doente. Além disso, descobri que sou diabético e precisei de acompanhamento médico durante as apresentações.”
Figurinos e preparação física
Outro ponto destacado foi o peso das fantasias utilizadas pelos levantadores de toada.
“Só uma camisa da fantasia pesa, em média, 15 quilos. A gente fica completamente suado. É praticamente um exercício de cardio. Eu devo perder uns cinco quilos por noite”, explicou.
Expectativa para o Festival de 2026
Sobre o próximo espetáculo do Boi Garantido, Assayag disse que a preparação já está avançada e que o tema segue uma linha tradicional.
“O Garantido vem com um tema bem tradicional para a gente explorar. O boi se antecipou muito na produção este ano”, afirmou.
Ele também adiantou que o novo álbum do boi já foi gravado e terá 18 faixas.
“A ideia é que o público já comece a aprender as músicas para chegar na arena e cantar tudo junto.”
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






