Dono de escola de samba é preso em Manaus por violência doméstica; deputada cobra rigor contra agressores

Suspeito descumpriu medidas protetivas e voltou a ameaçar ex-companheira; caso repercute na ALEAM e reforça alerta sobre combate à violência contra a mulher

A prisão do presidente de uma escola de samba de Manaus, ocorrida na manhã desta quinta-feira (05/02), trouxe novamente à tona o debate sobre a violência contra a mulher no Amazonas. Cleildo Barroso, conhecido como “Caçula”, de 34 anos, dirigente da escola de samba A Grande Família, foi preso durante uma operação da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), realizada na quadra da agremiação, no bairro São José, Zona Leste da capital.

Segundo a Polícia Civil do Amazonas, a prisão está relacionada a um caso de violência doméstica contra a ex-companheira, Marryeth Soares, de 29 anos. O suspeito já havia sido detido em janeiro deste ano após a vítima denunciar agressões físicas e psicológicas. No entanto, após pagar fiança, ele foi colocado em liberdade e descumpriu medidas protetivas, voltando a ameaçar a mulher.

A nova prisão ocorreu após a constatação de que o investigado continuava intimidando a vítima, inclusive com relatos de exibição de arma de fogo a terceiros, o que elevou o grau de risco à integridade da mulher.

O caso repercutiu na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), onde a Procuradora Especial da Mulher, deputada estadual Alessandra Campelo (Podemos), utilizou a tribuna para comentar a prisão e reforçar a importância da atuação integrada entre os órgãos de proteção.

Segundo a parlamentar, a Procuradoria Especial da Mulher acompanha o caso desde o início, oferecendo apoio psicológico e jurídico à vítima e atuando em conjunto com o Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Civil para garantir a segurança da mulher.

Após a primeira prisão, o agressor saiu em liberdade, descumpriu as medidas protetivas e voltou a ameaçar a vítima. “Ele ficou desafiando o sistema de proteção, como se pudesse agir impunemente”, afirmou a deputada ao relatar o caso no plenário.

Para Alessandra Campelo, prisões como essa têm caráter pedagógico e enviam um recado claro à sociedade de que a violência doméstica não será tolerada.

“Quando um agressor é preso, não é porque queremos homens atrás das grades. É porque queremos que a violência pare. A prisão é uma resposta do Estado para proteger a vítima e evitar que esse ciclo continue”, destacou.

A parlamentar ressaltou ainda que o enfrentamento à violência contra a mulher exige denúncia, acolhimento e responsabilização, reforçando que medidas protetivas precisam ser respeitadas e que o descumprimento deve resultar em resposta imediata das autoridades.

Rede de proteção segue disponível

A Procuradoria Especial da Mulher da ALEAM funciona no segundo andar da Assembleia Legislativa do Amazonas, localizada na avenida Mário Ypiranga Monteiro, no bairro Parque Dez, Zona Centro-Sul de Manaus. O órgão atua no combate a todas as formas de violência contra mulheres e oferece orientação, acolhimento e encaminhamento de denúncias.

Denúncias anônimas: WhatsApp (92) 99400-0093
Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h

Com informações da SSP/AM e Ascom Dep. Alessandra Campelo*

Fotos; Ascom Dep. Alessandra Campelo

Por Tatiana Sobreira, da redação da Jovem Pan News Manaus